Questões de Direitos Humanos · SUCONS UEMA

Direitos HumanosEstatuto da Igualdade Racial – liberdade de consciência, crença e religiões de matriz africanaSUCONS UEMA 2023

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Questão de Direitos Humanos

9876 Processo Seletivo de Acesso 13 2024 à Educação Superior Questão 21 As imagens a seguir ilustram o período medieval nos séculos XI-XV.

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

Atividades Femininas na Idade Média Leia o trecho para responder à questão. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Women_activities_in_middle_ages.JPG “Nas sociedades europeias da Idade Média, a situação das mulheres não foi única. Ela era diferente no campo e na cidade, em cada reino, e mudou de acordo com a época. Além disso, a vida, os costumes e as funções desempenhadas pelas mulheres dependiam do grupo social a que pertenciam”. VAZ, Maria Luisa; PANAZZO, Sílvia. Jornadas.hist. São Paulo: Saraiva, 2015. No período medieval, as mulheres tinham várias ocupações, de acordo com a sua camada social. Caracterizam- se como funções femininas nos âmbitos a) doméstico e rural, sendo que a Igreja proibia que administrassem as suas casas na ausência dos maridos. b) agrícola e intelectual, sendo que algumas mulheres conseguiram se sustentar como escritoras. c) privado e comercial, sendo que, no comércio, tinham apoio do clero em virtude dos dízimos que geravam. d) artesanal e religioso, sendo que, nos mosteiros, os clérigos as impediam de estudar. e) educacional e político, sendo que muitas rainhas eram mais valorizadas pelos súditos que os reis. Processo Seletivo de Acesso 9876 14 à Educação Superior 2024 Questão 22 Analise as imagens e leia os trechos abaixo sobre o período ditatorial na Argentina (1976-1983) e no Brasil (1964-1985). Avós da Praça de Maio identificam o 132º desaparecido pela ditadura na Argentina

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

https://www.abrilabril.pt/internacional/avos-da-praca-de-maio-confirmam-identidade-do-neto-132 Presidente Dilma Rousseff recebe o relatório da Comissão da Verdade em 2014.

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

https://revistaforum.com.br/politica/2021/3/22/comisso-da-verdade-foi-um-dos-motivos-para-golpe-de-2016-ascenso-de-bolsonaro-aponta-historiador-93835.html A Associação das Avós (e Mães) da Praça de Maio foi criada em 1977, quando mulheres argentinas passaram a ocupar a Praça de Maio, no centro de Buenos Aires, exigindo descobrir o paradeiro dos seus filhos e netos. Cada caso solucionado recebe um número - como o 132 de José Morales (filho de pais mortos na ditadura) - e se calcula que ainda existam centenas deles a serem finalizados. No Brasil, a Lei da Anistia foi aprovada em 1979, no governo do general Figueiredo. Seu lema era “ampla, geral e irrestrita”, cunhado pelo jurista Aloysio Picanço. O relatório da Comissão da Verdade no Brasil foi divulgado em 10 de dezembro de 2014, no Palácio do Planalto. Esta comissão foi criada para apurar as violações contra os direitos humanos, especialmente durante a ditadura civil-militar (1964-1985) no Brasil. https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/comissao-da-verdade-criada-para-apurar-crimes-da-ditadura-militar-faz-10-anos/ (Adaptado) Em relação às ações tomadas, após o fim da ditadura civil-militar na Argentina e no Brasil, pode-se afirmar que a) na Argentina, ocorreu a devolução dos filhos de presos políticos que nasceram em cativeiro, com a permissão do seu reencontro com as famílias verdadeiras; no Brasil, manifestações antidemocráticas foram reprimidas pelo governo e por setores de extrema-direita. b) na Argentina, houve condescendência aos atos de exceção e não foram considerados criminosos os que exerceram tortura/mortes de pessoas de esquerda; no Brasil, governo Dilma Rousseff condenou os torturadores à prisão, como o general Galtieri. c) na Argentina, ocorreu a punição de vários culpados, como o presidente Videla, com a instalação da Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (1983); no Brasil, a transição democrática perdoou as ações ilegais cometidas pelos militares, que não foram punidos pelas torturas/mortes, provocadas aos opositores do regime. d) na Argentina, houve tolerância do Estado e da população aos que agiram contra a “ameaça comunista” no período ditatorial; no Brasil, houve encarceramento dos envolvidos com repressão a presos políticos, após os resultados da Comissão da Verdade (2014). e) na Argentina, houve decepção das pessoas e punições aos que assassinaram crianças na ditadura; no Brasil, as perseguições contra membros de religiões afro-brasileiras e seus descendentes só foram punidas após a Lei da Anistia, em 1979. 9876 Processo Seletivo de Acesso 15 2024 à Educação Superior Questão 23 Leia o texto sobre a participação feminina na luta de independência de Moçambique, ocorrida em 1975. Analise, também, a imagem da famosa guerrilheira Josina Machel.

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

A combatente Maconde se identificou como moradora de Namaua, do distrito de Mueda em Cabo Delgado e pertencente a uma família de sete irmãos. Em seu depoimento fez a seguinte consideração: “Quando nós mulheres começamos a trabalhar, houve forte oposição à nossa participação porque isso era contrário à nossa tradição. Iniciamos então uma grande campanha, explicando por que razão nós também devíamos combater, [...] que nós mulheres éramos mesmo mais oprimidas que os homens, que tínhamos os mesmos direitos e a mesma determinação de combater. Insistimos para que nos fosse dado treino militar e armas (Voz da Revolução, mar. 1979, p. 28). Josina Machel ocupou cargos importantes na FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) e participou da luta armada. Acreditava que as mulheres deveriam lutar ao lado dos homens para a libertação de Moçambique da dominação colonial. Em 1968, estimulou a criação de centros de saúde para soldados feridos e traumatizados e de escolas e creches para as crianças e órfãos. Considerava a educação de meninos e de meninas importante para a construção da nação. [...]Em 1972, o dia de sua morte foi declarado como o Dia Nacional das Mulheres Moçambicanas. Ela até hoje é lembrada Foto de Josina Machel no como heroína da Luta de Libertação Nacional, sendo homenageada em período das lutas anticoloniais de monumentos, logradouros e estabelecimentos públicos. Moçambique contra Portugal. Para o presidente Samora Machel, a emancipação feminina não consistia em igualar homens e mulheres e criticava o feminismo, acusando de ser um grupo de mulheres liberais que confundiam os propósitos de libertação e apontava os riscos de uma emancipação espelhada nos países capitalistas [...]. https://www.mozambiquehistory.net/people/josina/images/josina_marching.jpg As mulheres moçambicanas participaram ativamente da luta armada pela libertação de Moçambique, na África, contra a dominação colonial portuguesa. Sobre a situação das mulheres na sociedade moçambicana do pós- independência, é correto afirmar que a) conseguiram sua emancipação para se tornarem lideranças políticas e militares, contrariando o ideal machista que, ainda, prega mulheres submissas. b) alcançaram os mesmos direitos que os homens, uma vez que a independência propiciou uma sociedade mais democrática e justa para ambos os sexos. c) obtiveram reconhecimento por seu destaque nas lutas anticoloniais e passaram a negar a sua função reprodutora, se voltando mais ao trabalho. d) ficaram em posição de subalternidade na sociedade, apesar das representações elogiosas em torno de suas imagens como guerrilheiras. e) conquistaram o direito de serem independentes financeiramente, recusando-no, pois preferiram ficar em casa tomando conta dos filhos, após o fim dos conflitos. Questão 24 Veja em imagem e no cordel uma figura poderosa maranhense. Cordel

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

Foto de Ana Jansen https://www.infoescola.com/biografias/ana-joaquina-jansen-pereira/ Processo Seletivo de Acesso 9876 16 à Educação Superior 2024 Todo mundo quer saber Quando vem ao Maranhão A história de Ana Jansen E a sua maldição Vou contar neste livrinho Que o prezado tem na mão Mas adianto ao leitor Pra tomar certo cuidado Se o sujeito é medroso Com tudo fica alterado É melhor ler Walt Disney Pra não sair borrado MARQUES, Wilson. A verdadeira história de Ana Jansen e sua carruagem encantada. São Luís, Casa do autor maranhense, s/d. Ana Jansen, a “Rainha do Maranhão”, é uma personagem histórica da sociedade maranhense do século XIX, retratada como uma mulher autoritária, maquiavélica e cruel, com sua imagem sendo mais temida do que respeitada, tendo, por isso, se tornado enredo de uma lenda de assombração. Esse imaginário sobre Ana Jansen se deve a sua a) atuaçãonavidapública,comparticipaçãonopartidoliberalenaadministraçãopessoalematividadeseconômicas, sendo considerada uma matrona nada convencional. b) participação na vida política da província, com o exercício de cargos na administração local e no partido conservador, sendo a líder dessa agremiação política. c) grande fortuna como comerciante de escravos, com forte atuação no tráfico negreiro para o abastecimento da província, sendo a maior proprietária de escravos da época. d) origem fidalga e europeia, com participação ativa no partido cabano de seus compatriotas portugueses, sendo aliada de peso da comunidade dos reinóis na província. e) atitude de violência contra os escravos, com acusações de maltratos excessivos que culminaram nas mortes desses trabalhadores, sendo inclusive levada a julgamento por esses crimes. Questão 25 O poeta maranhense Gonçalves Dias, da geração do romantismo brasileiro, no século XIX, é o símbolo máximo do Indianismo pela centralidade da temática indígena em suas poesias, a exemplo de O Canto do Piaga, poema no qual idealiza o indígena como representante da identidade nacional. Veja o indígena nas palavras de Gonçalves Dias. O primeiro tópico de que havemos de tratar na história do Brasil é o dos Índios. [...] Eles são instrumento do quanto aqui se praticou de útil ou de glorioso; são o princípio de todas as nossas cousas; são os que deram a base para o nosso caráter nacional; ainda mal desenvolvido, e será a coroa da nossa prosperidade o dia da sua inteira reabilitação (sic) (Gonçalves Dias, 1850, p. 28-29). A idealização do poeta não escondia a situação vivida pelas populações indígenas no Pós-Independência, ao longo da construção do Estado nacional brasileiro, caracterizada por a) incorporação voluntária dos indígenas ao modelo de participação da cidadania brasileira por meio do trabalho e do alistamento no exército. b) imposição de legislações para organizar a vida dos autóctones aos moldes civilizacionais europeus com estímulo ao livre aldeamento dos grupos indígenas. c) subordinação das populações nativas por meio das “guerras justas” e da violência promovida pelo processo missionário de integração ao império. d)assimilaçãodosindígenasemserviçosremuneradosparadiminuirosconflitoseparapromoveroaprendizadode profissões necessárias para a autossustentação. e) expropriação do patrimônio indígena em que o interesse deixou de ser fundamentalmente de acesso a essa mão de obra para ser de apropriação de suas terras. 9876 Processo Seletivo de Acesso 17 2024 à Educação Superior

Analise o texto publicado recentemente em mídia jornalística. Imagem de Iemanjá é depredada em praia de São Luís

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

https://oimparcial.com.br/noticias/2023/07/imagem-de-iemanja-e-depredada-em-praia-de-sao-luis/ A imagem de Iemanjá, presente há pelo menos 30 anos, na Praia do Olho D’água, em São Luís, foi depredada durante um ato de vandalismo. Essa manifestação pode ser entendida como resultado da

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.