Língua PortuguesaElementos da narrativa e foco narrativoCMRJ 2009
CMRJ
Questão de Língua Portuguesa
A regra é a seguinte: você deve observar atentamente as imagens abaixo. Vamos lá?! I
É hora de identificar os balões que NÃO correspondem às lembranças do personagem do poema “Infância”. Agora, marque a alternativa correta: (a) I, IV e V. (b) I, III e V. (c) II, IV e V. (d) I, II e III. (e) II, III e IV. Pág. 6 Falando sério... A bola O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em 5 dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. — Como é que liga? – perguntou. — Como, como é que liga? Não se liga. O garoto procurou dentro do papel de embrulho. 10 — Não tem manual de instrução? O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros.
Que os tempos são decididamente outros. — Não precisa manual de instrução. —O que é que ela faz? 15 — Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela. — O quê? — Controla, chuta... — Ah, então é uma bola. — Claro que é uma bola. 20 — Uma bola, bola. Uma bola mesmo. — Você pensou que fosse o quê? — Nada, não. O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em 25 que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo em que tentavam se destruir mutuamente.O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto. 30 — Filho, olha. O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela.O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada.Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar. (VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 41 e 42.) Pág. 7 Sobre o texto IV, responda às questões de 8 a 12.
Na linha 20, o menino reconhece, finalmente, o brinquedo que lhe é oferecido: “- Uma bola, bola. Uma bola mesmo.” Tanto a repetição da palavra “bola” quanto o uso do termo “mesmo” visam:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.



