Língua PortuguesaEstratégias e tipos de argumentoExata 2010
IFNMG
Questão de Língua Portuguesa
“Nunca pensei em passar por uma plástica” Aos 80 anos, um dos mais aclamados cirurgiões plásticos do mundo, Ivo Pitanguy fala a ISTOÉ. ISTOÉ – O sr. já pensou em passar pelo bisturi? Ivo Pitanguy – Nunca. O ser humano não tem obrigação de se operar. Quem convive bem com sua imagem, se tolera ou tem um ego condescendente não há por que fazer. Os menos satisfeitos são aqueles que se operaram por imposição de terceiros. Deve-se buscar o tratamento para o próprio bem- estar, e este não é o meu caso. (...) ISTOÉ – O sr. acha que existe um exagero na busca por cirurgias plásticas? Pitanguy – Acho. Há uma procura muitas vezes desnecessária e cabe ao cirurgião sentir se a pessoa terá ou não benefício, em todas as classes sociais. Não há diferença entre as dondocas e as mulheres de baixa renda. Hoje está tudo muito democratizado, o que aumenta a importância de os cirurgiões serem bem treinados, capazes de julgar cada caso. Muitas vezes as pessoas esperam mais da cirurgia do que podemos dar. (...) ISTOÉ – O sr. já disse a alguma paciente que ela não precisava de plástica? Pitanguy – A toda hora. Às quartas-feiras recebo na Santa Casa doentes mais complexos, aqueles que estão bem e não se vêem bem. Isso se chama morfofobia, a fobia da própria forma. O plástico também tem de ser psicólogo. (...) ISTOÉ – Os homens estão procurando mais a cirurgia plástica? Pitanguy – A procura tem crescido bastante. Acho que, depois de a mulher ter entrado no mercado de trabalho, o homem passou a se permitir a própria fragilidade, a ter direito ao seu corpo. Agora a sociedade não condena mais que ele se cuide. (...) ISTOÉ – Como o sr. chegou aos 80 anos com essa saúde, em plena atividade profissional? Pitanguy – O que fiz a vida inteira foi dar a cada momento a sua importância total, vivê-lo com intensidade e procurar tirar dele o que podia ser mais construtivo. Um pouco de equilíbrio ajuda, assim como um pouco de loucura. O equilíbrio exagerado retira a percepção dos fatos e a vida é muito surrealista. (...) Fonte: Revista IstoÉ, 19 de julho de 2006, pp. 7-9 [Fragmentos]. Texto adaptado.
Ao realizar uma comparação entre os Textos 1 e 3, percebe-se a presença de alguns pontos de vista e argumentações convergentes. Analise alguns fragmentos retirados dos textos em questão e assinale a alternativa que NÃO comprova essa convergência.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

