Língua PortuguesaPonto final, reticências, interrogação e exclamaçãoCMRJ 2025
CMVM
Questão de Língua Portuguesa
Texto li 1~' Quem tem medo de quê? ~J, Eu vou contar pra você o que é meu maior segredo. Há uma coisa no mundo que me mete muito medo! Não tenho medo de pai, nem de mãe e nem de irmão. Mas eu tenho muito medo do barulho do trovão. Do trovão? Mas que bobagem! Que medo mais infantil! Quando o trovão faz barulho o raio até já caiu ... (...) Sabe do que eu tenho medo? Que me dói o coração? Até me arrepia a espinha... Tenho medo de injeção! Ah, injeção eu não gosto, mas não fico apavorada. Existe só uma coisa que me deixa até gelada ... Do que eu tenho muito medo, que me deixa num apuro... Éuma coisa meio besta: é ter de ficar no escuro... Que medo mais bobo o seu! Éverdade, eu asseguro, que é só acender a luz e pronto! Acabou-se o escuro! O medo maior que eu tenho, o que me causa pavor, é de pensar em vampiro. Vampiro me causa horror! Vampiro não me dá medo... Acho que nunca senti... Tenho medo do que existe, e não do que nunca vi. Mas existe uma coisinha ... Eu de medo até me encolho! Eu tenho um medo danado mas é de pegar piolho. ,..~I• l Piolho é um bichinho à-toa... \ 1. Não complica nossa vida. Écoisa que a gente cura com sabão e inseticida! Agora, mais perigoso pra mim, até que leão, tenho medo é de cachorro, cachorrinho ou cachorrão! Cachorro eu até que gosto. Na minha casa tem três. Agora, o que eu tenho medo eu vou contar de uma vez. Não tenho medo de nada! (...) Mas apesar de valente tenho medo de avião! Émais pesado que o ar e tem motor de explosão... Mas apesar disso tudo, eu não tenho medo, não! Mas (...), pato, galinha, (...) tudo que é bicho de pena me põe de cabelo em pé! Pelo que vemos, pessoal, ter medo não é vergonha. Todo mundo tem um medo, que a gente nem mesmo sonha. Mas eu vou andando agora. Não temo bicho, nem homem! Éque está chegando a hora de aparecer lobisomem ... (ROCHA, Ruth. Quem tem medo de quê? São Paulo: Salamandra, 2012. Adaptado.)
Releia os versos do texto li a seguir e responda à questão proposta: "Até me arrepia a espinha ... / Tenho medo de injeção!" (v. 15 e 16) "Do que eu tenho muito medo,/ que me deixa num apuro... " (v. 21 e 22) "Mas existe uma coisinha ... / Eu de medo até me encolho!" (v. 37 e 38) "É que está chegando a hora/ de aparecer lobisomem... " (v. 69 e 70) No poema, as reticências aparecem várias vezes em diferentes contextos. Sobre o uso de reticências nos versos acima, é correto afirmar que são empregadas para
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


