Educação e PedagogiaDesenho universal para a aprendizagem e adaptações curricularesINEP (ENEM) 2025
PND
Questão de Educação e Pedagogia
O Desenho Universal da Aprendizagem (DUA) emerge da ideia de Universal Design (DU) que é empregada, por exemplo, na Arquitetura, com intenção de acesso a ambientes de modo universal, ou seja, um mundo projetado para as diferenças constitutivas da humanidade. Dessa concepção, advém a premissa de que ensino e aprendizagem devem ter amplo alcance, respeitando as individualidades de todos os estudantes, ou seja, que todos possam participar das atividades em iguais condições a fim de que o conhecimento de cada um e de todos possa avançar, ser ressignificado e ampliado. Para isso, algumas ações devem ser adotadas em sala de aula de forma que materiais e recursos sejam utilizados por todos, na maior extensão possível. Por exemplo, as crianças com desenvolvimento típico passam pelas mesmas etapas cognitivas que as crianças com síndrome de Down. A diferença está na “velocidade” de aprendizagem. O principal equívoco cometido pelos indivíduos com síndrome de Down, no procedimento da contagem, é errar a sequência padrão de palavras-número, seja esquecendo, pulando, repetindo ou pronunciando-as em uma ordem aleatória. Uma possível razão para esse fato é a deficiência na memória de curto prazo verbal desses indivíduos, que influencia a aquisição de novas palavras. É preciso diferenciar a memória de curto prazo verbal da memória de curto prazo viso-espacial. As pessoas com síndrome de Down têm um déficit na memória de curto prazo verbal, em contraste com a memória viso-espacial. YOKOYAMA, L. A. Primeiras noções numéricas de uma adolescente com síndrome de Down através de materiais multissensoriais. Educação Matemática em Revista, n. 18, 2017 (adaptado). Outro exemplo, é o caso de estudantes com discalculia que apresentam sintomas como erro na formação dos números, invertendo-os; dificuldades em operar com somas simples, reconhecer sinais das operações, leitura correta de números com diversos dígitos, aprender a dizer a hora, ordenar números, entre outras. A fim de serem estimulados para a construção de seu conhecimento matemático, o professor deve ter apoio de recursos e estratégias particulares que compõem metodologias que beneficiam não somente estudantes discalcúlicos, mas também os demais estudantes.
Um estudante com deficiência visual, baixa visão, está em uma turma do 8º ano do Ensino Fundamental e, buscando incluí-lo nas atividades de geometria, um professor de Matemática elabora uma proposta de intervenção que adota princípios do DUA em sua aula. Para isso, o professor deve utilizar recursos que
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

