Questões de Língua Portuguesa · COC UFAC

Língua PortuguesaCrônica e contoCOC UFAC 2018

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Questão de Língua Portuguesa

poderão ser anuladas. 5. Cabe apenas ao candidato a interpretação das questões, o fiscal não poderá fazer nenhuma interferência. 6. A prova será realizada com duração máxima de 4 (quatro) horas, incluído o tempo para o preenchimento do Gabarito. 7. O candidato poderá retirar-se do local de realização das provas somente 1 (uma) hora após o seu início. 8. O candidato poderá retirar-se da sala levando consigo o caderno da prova objetiva somente no decurso dos últimos 30 (trinta) minutos anteriores ao horário determinado para o término da prova. 9. Ao terminar a prova, o candidato deverá entregar ao fiscal de sala o Gabarito preenchido e assinado. 10. Os 3 (três) últimos candidatos que realizarem a prova deverão permanecer na sala para acompanhar o fechamento do envelope contendo os Gabaritos dos candidatos presentes e ausentes e assinar a ata de sala atestando que o envelope foi devidamente lacrado. 1 Esta noite a onça atacará A menina Ruth tremia de medo: o dia terminava e a noite se aproximava. Mas não era medo do escuro, pois já estava acostumada a viver no escuro. Criada na mata, todos os sons lhe eram peculiares e aquele mundo de terra selvagem com muito verde, era seu lar. Nem sabia se estava no Brasil, nem sabia se estava na Bolívia, tamanha a distância daquele seringal de tudo que se movesse a gasolina ou a óleo diesel. Seu medo era interno: da mãe querida, por sua enfermidade que a cada dia roubava-lhe as forças e definhava o corpo da maior amiga e incentivadora. E do pai, que praticamente com ela não falava mas vociferava, resmungava e intimidava. Era um homem crente, mas era um homem da mata, onde valia a lei da selva nos relacionamentos – em todos eles: pouca fala, muita intimidação, quem sabe até por defesa. No meio das feras o homem transformava-se em uma delas aos poucos. Com filhos pequenos, com Ruth, seis, a mãe procurava os últimos instantes de vida para ensinar-lhe tudo: cozinhar, cuidar das crianças, da casa, mexer com o fogo, remendar o fogão de barro que ela mesmo enfraquecida fizera, cuidar dos cachorros e caçar. “É assim que se caça, minha filha”. Deitada a maior parte do tempo, a enferma Emília repassava à menina Ruth – de pouco mais de 10 anos, como ela deveria fazer na prática, senão, ninguém comeria naquele dia ou quem sabe, naquela semana. ...O pai levantava cedo, ainda escuro, colocava a poronga na cabeça e se emaranhava na mata fechada para colher látex. Poronga é a lamparina acreana, um capacete segurando a única forma de luminosidade possível ali. BORGES FILHO, Jáder. Faith & Book: crônicas e situações que vivi... São José dos Campos, 2015, pp. 125-126.

Na crônica “Esta noite a onça atacará”, o autor relata a história de uma menina na convivência do seu lar. Que verdade condiz com o relato da história?

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.