Questões de Língua Portuguesa · JVL Consultoria

Língua PortuguesaIdeia central, tema e títuloJVL Consultoria 2025

Pref R Gonçalves

Questão de Língua Portuguesa

Processo Seletivo – Edital 001/2025 Ribeiro gonçalves - PI no caderno de questões, se a numeração das ESTRUTURA DA PROVA OBJETIVA questões e a paginação estão corretas e se não há falhas, manchas ou borrões. Se algum desses problemas for detectado, solicite ao fiscal outro caderno completo. Não serão Total: 30 Questões único documento válido para correção. materiais, uso de telefone celular ou outros aparelhos eletrônicos. CONTATO TELEFONE: (86) 98181-1865 TEMPO DA PROVA SITE: A prova terá duração de 03 (três) horas. jvlconcursos.com.br • 01h após o início da prova é possível retirar-se da sala, sem levar o caderno de prova. EMAIL: jvlconcursos1@gmail.com • 30 min antes do término do período de prova é possível retirar-se da sala levando o caderno de prova. LINGUA PORTUGUESA – QUESTÕES 01 A 10 Leia o texto: “O mato” Nas cercanias de um bairro antigo, há um terreno baldio coberto por uma profusão de plantas silvestres. De longe, parece apenas um emaranhado confuso de mato; mas, ao se aproximar, percebe-se a imensa variedade de folhas, flores e caules que ali brotam. O narrador, ao passar diante daquele terreno, sente um misto de curiosidade e encanto. Observa que, mesmo num espaço urbano, a natureza resiste e insiste em surgir onde há descuido ou abandono humano. Em meio aos arbustos, vislumbra borboletas e até alguns pássaros de pequeno porte, que ali encontram abrigo ou alimento. O lugar, antes visto como mero símbolo de desordem, revela-se também habitat de vida pulsante. Através de lembranças de infância, o narrador recorda quando explorava terrenos semelhantes para caçar vagalumes ou catar frutas caídas. Nesses devaneios, percebe o quanto a cidade se transforma, mas o mato continua a brotar, teimoso e gratuito. Às vezes, o mato é arrancado ou queimado para dar lugar a construções. Porém, enquanto não surgem paredes e cimento, a vegetação retorna, num ciclo quase inevitável. Para o narrador, essa força silenciosa contrasta com a pressa e a artificialidade urbanas. Ele considera o mato um lembrete de que a natureza não se rende facilmente: uma semente esquecida pode florescer, um espaço vazio pode se tornar um refúgio verde. E, nesse contraste, identifica uma forma de poesia espontânea. Há quem passe pelo lugar e o considere feio ou sujo. Outros sentem receio de bichos ou insetos que possam viver ali. O narrador, entretanto, enxerga a beleza que se esconde nos detalhes, nas cores e movimentos. Ao final, ele reflete sobre a finitude das coisas. Sabe que um dia o terreno será comprado, murado ou transformado em prédio. Mas, até lá, aquele mato continuará existindo como testemunha da vitalidade que a natureza mantém, mesmo em meio ao concreto. Fonte: “O mato”, Rubem Braga. (Adaptado)

Segundo o texto, qual a ideia central sobre o terreno baldio coberto de mato?

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.