Língua PortuguesaCoesão referencial: anáfora e catáforaDECEx 2023
CMM
Questão de Língua Portuguesa
A revolução dos brinquedos As brincadeiras modernas estão afetando a infância. Mas isso não é necessariamente ruim Camila Artoni As crianças de hoje são diferentes das do passado e a causa pode estar no armário de brinquedos. O taco, o peão e as bolinhas de gude vêm cedendo espaço para os brinquedos de alta tecnologia, entre eles os videogames. Muitos computadores domésticos já rodam software educativo específico para os pequenos, como programas para bebês a partir de seis meses de idade e conteúdo de internet exclusivo para quem ainda não sabe ler. Os bonecos modernos também são dotados de inteligência artificial, o que lhes dá capacidades incríveis: eles andam sozinhos, sabem contar histórias e até sugerem atividades. A boa notícia é que, talvez, esses brinquedos modernos não sejam os vilões que muitos educadores costumavam pintar. Pesquisas recentes mostram que, de fato, jogos eletrônicos e computadores estão afetando as crianças, mas, muitas vezes, para melhor. Especialistas afirmam que as máquinas podem até virar aliadas de pais e professores. O segredo é saber dosar. Quem olha os produtos à venda em uma loja de brinquedos dificilmente reconhece algo da própria infância. Com o avanço da tecnologia, a maioria desses artigos se transformou e substituiu os jogos tradicionais. Mas não foram apenas os brinquedos que mudaram. As crianças também. “O desenvolvimento infantil nos dias atuais é melhor e mais rápido do que no passado”, afirma o neuropediatra Luiz Celso Vilanova, chefe do Setor de Neurologia Infantil da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Um dos aspectos responsáveis pela mudança, aponta, é a intensa estimulação intelectual gerada, inclusive, pelos brinquedos. “Os meios eletrônicos em geral ajudam no acesso à informação”, acredita o especialista. Vilanova ressalta que os brinquedos não devem ser analisados sozinhos, já que diversos fatores influenciam o aprendizado, mas afirma que videogames e outras máquinas, como computadores, estimulam o aprendizado se adotados da maneira correta. Ao contrário do que supõem algumas correntes, que criticam a presença de aparatos tecnológicos na infância (a Pedagogia Waldorf, desenvolvida pelo austríaco Rudolf Steiner [1861-1925] é uma delas), grande parte dos estudiosos do assunto não se opõe à revolução que os brinquedos vêm sofrendo nas últimas décadas. Para muitos educadores, filósofos, médicos e psicólogos, a tecnologia não é uma ameaça. “Não existe, até o momento, nenhum respaldo científico para os supostos danos que os brinquedos modernos seriam capazes de provocar”, explica o neurologista. O fundamental, frisa, é que seja garantido às crianças o direito ao lazer sadio. (CASALS, Camila Artoni Pepe. A revolução dos brinquedos. Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT578835-1719,00.html. Acesso em: 30 ago. 2023. Adaptado.)
No trecho “... o que lhes dá capacidades incríveis: eles andam sozinhos, sabem contar histórias e até sugerem atividades.” (1° parágrafo), o termo destacado refere-se
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

