Língua PortuguesaLíngua falada e língua escritaCesgranrio 2010
SEDUC SP
Questão de Língua Portuguesa
I Existem textos escritos que se situam, no contínuo, mais próximos do polo da fala conversacional (bilhetes, cartas familiares, textos de humor, por exemplo), ao passo que existem textos falados que mais se aproximam do polo da escrita formal (conferências, entrevistas profissionais e outros), existindo, ainda, tipos mistos, além de muitos outros intermediários. (...) A fala é relativamente não planejada de antemão, o que decorre de sua natureza altamente interacional; isto é, ela necessita ser localmente planejada e replanejada a cada novo lance do jogo da linguagem. KOCH, I. V. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 1998. II A velocidade da fala oral não favorece um processo de formulação complexo – não deixa tempo para a deliberação e a escolha. O diálogo implica o enunciado imediato, não premeditado. Em comparação, o monólogo é uma formação complexa, que permite uma elaboração linguística lenta e consciente. Na escrita, em que os suportes situacional e expressivo estão ausentes, a comunicação só pode ser obtida por meio das palavras e suas combinações, exigindo que a atividade da fala assuma formas complexas - daí a necessidade dos rascunhos. A evolução do rascunho para a cópia final reflete nosso processo mental. O planejamento tem um papel importante na escrita, mesmo quando não fazemos um verdadeiro rascunho. Em geral, dizemos a nós mesmos o que vamos escrever, o que já constitui um rascunho, embora apenas em pensamento. Esse rascunho mental é uma fala interior. VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1998. III A distinção entre discurso alocutivo (monólogo) e discurso interlocutivo (diálogo), combinada com as modalidades “espontâneo” e “monitorada”, nos parece mais abrangente e precisa do que a tradicional distinção entre discurso escrito e discurso falado, já que, enquanto o discurso escrito ordinariamente é produzido mediante planejamento e emenda / retificações que “desaparecem” do texto final, o discurso falado tanto pode obedecer a um plano – como a conferência – quanto transcorrer livremente, ao sabor do capricho dos interlocutores, como a conversação usual. AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2008. 11 0
Ao discutir a questão da diferença entre uso oral e escrito da língua, os três autores defendem, em comum, a idéia de que
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

