Língua PortuguesaElementos da narrativa e foco narrativoCETREDE 2026
Pref Maracanaú
Questão de Língua Portuguesa
3ª SELEÇÃO P. DO “PROGRAMA QUALIFICA MAIS” DA SEDUC DE MARACANAÚ - EDITAL Nº 001/2026 ASSINATURA: Ex.: A B C D E 6. A leitora de marcas não registrará as respostas em que houver falta de nitidez, uso de corretivo, marcação a lápis ou marcação de mais de uma letra. Não serão computadas questões não assinaladas. 7. Durante a prova, é proibido o intercâmbio e o empréstimo de material de qualquer natureza entre os candidatos. A tentativa de fraude, a indisciplina e o desrespeito às autoridades encarregadas dos trabalhos são faltas que implicarão a desclassificação do candidato. 2 3 Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10. A placa “volto já” que nunca volta Na esquina da rua de baixo tem uma lojinha pequena, daquelas que parecem sempre abertas e sempre fechadas ao mesmo tempo. A porta é de vidro, com um sininho que promete anunciar a sua chegada. Só que o sininho quase nunca toca, porque, quase sempre, está lá ela, firme e confiante, a placa: “VOLTO JÁ”. Não é uma placa qualquer. Ela tem presença. Está presa com fita transparente, meio torta, como quem diz: “Eu sei que estou assim, mas é o meu jeito”. Às vezes a fita muda, às vezes o ângulo muda, mas a mensagem continua a mesma. Eu, curioso, passei a observar aquele fenômeno com a atenção de quem acompanha novela. No começo, achei que era descuido. “Foi ali rapidinho”, pensei. Só que o “já” naquela loja era diferente do meu “já”. O meu “já” dura uns dois minutos. O “já” da lojinha durava o tempo de uma tarde inteira, e eu voltava para conferir. Depois eu pensei que era estratégia. Talvez fosse um jeito de fazer o cliente desejar. Eu me vi indo e voltando como quem espera o ônibus e, mesmo sem ônibus, continua olhando para a esquina por costume. Teve um dia em que eu quase comemorei uma abertura. A porta estava destrancada, e eu fiquei ali, pronto para entrar. Aí a placa estava do lado de dentro. Foi aí que eu decidi investigar com educação. Falei com o padeiro da rua. Ele olhou para a lojinha e falou: “É da dona Cida”. E continuou: “Ela é boa pessoa. Só que tem dias que o dia pesa. Ela vem, arruma, abre um pouco, fecha um pouco e deixa a placa”. Na semana seguinte, eu encontrei a dona Cida sentada na calçada, com uma sacola de mercado. Ela sorriu e pediu desculpa. Eu disse que estava tudo bem. E, sem eu perguntar, ela falou baixinho: “Eu coloco ‘volto já’ porque é o jeito que eu consigo continuar. Se eu escrever ‘fechado’, parece que eu desisti. ‘Volto já’ me dá coragem de voltar”. Eu olhei para a placa e entendi: às vezes a gente vive de “quases”. E o “volto já” dela não era para a loja. Era para ela mesma. Fonte: Banca Examinadora.
O narrador passou a observar a lojinha porque
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

