Língua PortuguesaCoesão referencial: anáfora e catáforaDECEx 2023
CMBr
Questão de Língua Portuguesa
Inteligência artificial (IA) “versus” inteligência humana: porque “together is better” Uma das nossas maiores inquietações hoje – senão a maior – tem sido redescobrir o nosso papel em um mundo cada vez mais ocupado por outro tipo de seres: os digitais. Até recentemente, ser humano significava ser o mais inteligente entre todos os seres no planeta e, graças a essa superioridade, ao longo da história, nossos ancestrais evoluíram, dominaram e conquistaram a seu bel prazer. Essa mesma inteligência que nos trouxe até aqui também tem nos permitido criar outros seres inteligentes, artificiais, que tendem também a evoluir (com a nossa ajuda) para se tornarem completamente autônomos em algumas décadas. Assim, com o avanço acelerado dos algoritmos de inteligência artificial nos últimos anos, a nossa situação humana de supremacia entre os seres no planeta tende a se modificar, e a pergunta que não quer calar é: o que acontecerá com a humanidade quando existirem entre nós seres mais inteligentes do que a gente? Essa é, indubitavelmente, uma questão legítima, pois será um acontecimento inédito na história da humanidade: nunca lidamos com isso antes, mas precisamos, rapidamente, descobrir como viver e conviver com esses seres digitais inteligentes, nesse cenário que se torna, a cada dia, mais real.[...] Essa jornada já começou, pois, quer percebamos ou não, inúmeras decisões hoje já são tomadas por sistemas inteligentes e temos interagido cada vez mais com robôs, em todo tipo de interação imaginável. Dessa forma, admitindo que estamos trilhando um caminho irreversível para a superinteligência artificial em um futuro próximo, a melhor forma para solucionarmos a equação da relevância humana nesse cenário é compreender as diferenças entre as inteligências artificial e humana, e o que cada uma faz melhor. Nesse sentido, listei as características dominantes de cada tipo de inteligência e fiz um comparativo de habilidades na imagem a seguir: Como podemos observar, as forças principais da inteligência artificial hoje são bastante distintas da inteligência humana e, em sua maior parte, complementares. Nesse contexto, duas conclusões tornam-se bastante claras: 1. Não adianta tentar competir com as máquinas naquilo em que elas são melhores do que nós: perderemos sempre; 2. Precisamos abandonar comportamentos humanos repetitivos – braçais ou mentais –, que podem ser facilmente substituídos por máquinas, e nos dedicar a desenvolver as habilidades humanas em que somos melhores do que elas. Se passarmos a nos concentrar no que somos melhores e deixarmos as máquinas nos substituírem no que não somos tão bons, a nossa evolução tende a um cenário em que cada “ser” – humano e artificial – contribua com suas forças, de forma complementar, em que as máquinas nos ampliem. [...] Assim, o futuro irreversível é ver as inteligências humana e artificial trabalhando together. Por um lado, o desafio da humanidade é se adaptar continuamente para encontrar o seu lugar no mundo de máquinas mantendo sua relevância e se ampliando nesse processo; por outro, o desafio das organizações é se transformar continuamente para conseguir otimizar a utilização dos recursos disponíveis no ambiente de forma a maximizar resultados. Portanto, together is better. Martha Gabriel, PhD Publicado em 21 de mai. de 2019 Disponível em: https://www.cidademarketing.com.br/marketing/2019/08/09/inteligencia-artificial-vs-inteligencia-humana-porque-together-is-better/. Acesso em: 15 ago. 2023. (Com adaptações)
No segundo parágrafo do texto 1, afirma-se que “nossa situação humana de supremacia entre os seres no planeta tende a se modificar” (linha 9). Assinale a alternativa que retoma de forma coerente essa declaração.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

