Língua PortuguesaCoesão referencial: anáfora e catáforaFUNEC 2016
FUNEC
Questão de Língua Portuguesa
Texto 1 Estudos comparam compreensão de texto de quem lê livros eletrônicos e de papel Reginaldo José Lopes O hábito de ler em meios digitais ainda é minoritário – menos de 5% dos livros vendidos hoje no Brasil são ebooks, enquanto o número nos EUA chega a 25% - mas cada vez mais pessoas aderem aos livros eletrônicos. Faz alguma diferença, para o bem ou para o mal. Por um lado, é possível que ler uma narrativa num ereader (aparelho projetado para a leitura digital) atrapalhe um pouco a percepção que a pessoa tem da estrutura da história, ainda que não interfira em outros aspectos. Por outro, a possibilidade de personalizar detalhes do texto parece ajudar quem tem dificuldades de ler no papel. A ligeira desvantagem do leitor digital foi identificada num estudo liderado por Anne Mangen, da Universidade de Stavanger, na Noruega. Ela dividiu 50 estudantes em dois grupos – um tinha de ler a versão em papel de um conto da americana Elizabeth George, enquanto o outro lia o texto num ereader Kindle. Depois tinham de responder a perguntas sobre o conto. A percepção sobre os personagens da narrativa, por exemplo, não variou de forma significativa entre os grupos, e a sobre objetos da história foi até melhor entre quem lia via e-reader, mas os usuários do Kindle sofreram mais para identificar a sequência correta de acontecimentos na trama. Já a equipe de Matthew Schneps, do departamento de educação científica do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica(EUA), trabalhou com mais de cem adolescentes com dislexia( dificuldade de leitura e escrita). A comparação foi entre ler em papel e em Ipods Touch configurados para mostrar de duas a três palavras por linha em letras grandes. O resultado: os adolescentes com mais dificuldade para captar o som das palavras, bem como os que tinham menos capacidade de atenção visual, tiveram melhora significativa na velocidade de leitura e na compreensão. (…) No entanto, no caso de leitores sem grandes dificuldades, ela aponta que não há diferença entre os meios. “O trabalho cognitivo de fazer inferências e perceber ideias implícitas é o mesmo”. “A situação ainda é muito fluída, porque os dois tipos de leitura continuam misturados, e essa transição vai ser demorada”, diz Ana Elisa Ribeiro, doutora em linguística aplicada. Também não parece haver diferença no tempo de leitura entre livros digitais e impressos, ou mesmo no nível de concentração. É uma faca de dois gumes. Outros aplicativos podem acabar tirando você do texto, mas você também pode usá-los para procurar uma palavra no dicionário, acessar vídeos ou blogs sobre o tema. A experiência de leitura não necessariamente fica mais dispersa – pode se tornar mais aprofundada. (Disponivel em: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/09/1516515- estudos-comparam-compreensao-de-texto-de-quem-le-livroseletronicos-e-de-papel. Acesso em: 18 maio 2016)
No último parágrafo do texto, foi utilizado o termo - los. Esse termo é um anafórico, que se refere a:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

