Questões de Língua Portuguesa · INSTITUTO MAIS

Língua PortuguesaElementos da narrativa e foco narrativoINSTITUTO MAIS 2024

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Questão de Língua Portuguesa

EDITAL N.º 95/2024 203 – AGENTE DE COMBATE ÀS ENDEMIAS o RESPONDA A TODAS AS QUESTÕES. o A DURAÇÃO DA PROVA É DE 3 HORAS. o A SAÍDA DO CANDIDATO DO PRÉDIO SERÁ PERMITIDA APÓS TRANSCORRIDO O TEMPO MÍNIMO ESTABELECIDO NO Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 5. Pelos cotovelos Nunca vi ninguém chorando fazer “snif, snif”, tossindo com “cof, cof” ou dormindo e ressonando um “zzzz”. E muito menos ouvi um “crash” quando se imitava o ruído de um acidente. Era tudo coisa de gibi, onomatopeias – algumas delas resultado da preguiça dos tradutores – que aparecem em tirinhas e HQs. Mas conheci o “I”. Não está errado; é a pronúncia da terceira vogal mesmo. É também o apelido do sujeito. O “I” dele, nos disse, vem do inglês “easy”, que pode ser fácil, mas também tranquilo, calmo. É um sujeito peculiar e quando fala, como nos quadrinhos, praticamente dá para ver os balões saindo da boca. Toda frase é interrompida por um efeito sonoro para aumentar a intensidade da ação ou suavizar uma afirmação – “e aí – psshh – tudo ficou calmo”, concluiu um caso felizmente curto. As onomatopeias são acompanhadas de gestos largos, como se estivesse no palco de teatro Kabuki, naquela mímica exagerada. No início é interessante, mas depois da segunda dose cansa. É como ouvir uma novela no rádio com sonoplasta ruim, que não acerta o ruído correto e não prende a atenção como faz um bom contador de causos que, a partir de uma história minúscula, desenvolve uma narrativa longa, recheada de humor e suspense. Mas os gestos chamavam a atenção, porque não eram usuais. A gente sabe que dependendo da cultura um gesto pode agradar ou provocar uma briga. Mas o nosso personagem, “I”, não tinha preocupação de ser mal interpretado e literalmente falava pelos cotovelos, honrando a origem latina da expressão, atribuída ao dramaturgo Quintus Horatius e que nasceu da observação de pessoas que abrem os braços e cutucam os outros enquanto falam. E “I” cutucava, não apenas com o cotovelo, mas também com a ponta dos dedos, procurando atrair a atenção. Ceará, responsável pela introdução do personagem na mesa do bar, anunciou que ia embora. Foi quando Maurição abandonou a “fleugma” e disse: “Pode ir. Mas não esquece o pacote. Visshhhh! Pow! Puf!”. (Paulo Pestana. Correio Brasiliense. Adaptado).

De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa que apresenta a correta interpretação do trecho “Pode ir. Mas não esquece o pacote. Visshhhh! Pow! Puf!”.

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