Língua PortuguesaCrônica e contoMÉTODO 2019
Pref Planalto Serra
Questão de Língua Portuguesa
Prefeitura Municipal de Planalto da Serra - MT Concurso Público 001/2019 Cargo: PROFESSOR DE NÍVEL SUPERIOR 1. Nesta prova você encontrará 08 páginas numeradas sequencialmente, contendo 40 questões objetivas, correspondentes as seguintes disciplinas: Língua Portuguesa (10); Matemática e Lógica (05); Conhecimentos Gerais (05); Conhecimentos Específicos (20). Verifique se seu nome e número de inscrição estão corretos no cartão de respostas. (Se houver erro, comunique o fiscal); 3. Assine e preencha o cartão de respostas nos locais indicados, com caneta azul ou preta; 4. Verifique se a impressão, a paginação e a numeração das questões estão corretas. Caso observe qualquer erro, notifique o fiscal. Marque o cartão de respostas cobrindo fortemente o espaço correspondente a letra a ser assinalada, conforme o exemplo no próprio cartão de respostas; 5. A leitora óptica não registrara as respostas em que houver falta de nitidez e/ou marcação de mais de uma alternativa; 6. O cartão de respostas não pode ser dobrado, amassado, rasurado ou manchado. Exceto sua assinatura e os dados solicitados, nada deve ser escrito ou registrado fora dos locais destinados as respostas; 7. Ao terminar a prova, entregue ao fiscal o cartão de respostas; 8. Você dispõe de 04h (quatro) horas para fazer esta prova. Reserve os 20 (vinte) minutos finais para marcar o cartão de respostas; 9. O candidato só poderá retirar-se do setor de prova 01 hora após seu início; 10. O candidato só poderá levar esse caderno de prova, 03 horas, após seu início. 11. É terminantemente proibido o uso de telefone celular, pager ou similares. 12. Os três últimos candidatos, deverão aguardar o lacramento dos malotes contendo os gabaritos. BOA SORTE!!! 1 Com base na crônica abaixo, responda as questões 01.02 e 03. A mulher sem medo Meter medo em uma mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula. Cientistas americanos estudam o caso de uma mulher portadora de uma rara condição, em resultado da qual ela não tem medo de nada. Folha.com, 17 de dezembro de 2010 Ele não sabia que o esperava quando, levado mais pela curiosidade do que pela paixão, começou a namorar a mulher sem medo. Na verdade, havia aí também um elemento interesseiro; tinha um projeto secreto, que era escrever um livro chamado “ A vida com a mulher que não tinha medo”, uma obra que, imaginava, poderia fazer enorme sucesso, trazendo-lhe fama e fortuna. Mas ele não tinha a menor ideia do que viria a acontecer. Dominador, o homem queria ser o rei da casa. Suas ordens deveriam ser rigorosamente obedecidas pela mulher. Mas como impor sua vontade? Como muitos ele recorria a ameaças: quero o café servido às nove horas da manhã, senão... E aí vinham as advertências: se não eu grito com você, senão eu bato em você, senão eu deixo você sem comida. Acontece que a mulher simplesmente não tomava conhecimento disso; ao contrário, ria às gargalhadas. Não temia gritos, não temia tapas, nem temia qualquer tipo de castigo. E até dizia, gentil: “Bem que eu queira ficar assustada com suas ameaças, como prova de consideração de afeto, mas você vê, não consigo”. Aquilo, além de humilhá-lo profundamente, deixava-o completamente perturbado. Meter medo na mulher transformou-se para ele em questão de honra. Tinha de vê-la pálida, trêmula, gritando por socorro. Como fazê-lo? Pensou muito a respeito e chegou a uma conclusão: para amedrontá-la só barata ou rato. Resolveu optar pela barata, por uma questão de facilidade: perto onde moravam havia um velho depósito abandonado, cheio de baratas. Foi até lá e conseguiu quatro exemplares, que guardou em um vidro de boca larga. Voltou para casa e ficou esperando a mulher chegasse, quando então soltaria as baratas. Já antegozava a cena: ela sem dúvida subiria numa cadeira, gritando histericamente. E ele enfim sentiria o vencedor. Foi neste momento que o rato apareceu. Coisa surpreendente, porque ali não havia ratos, sobretudo um roedor como aquele, ameaçador, o Rei dos Ratos. Quando a mulher finalmente retornou encontrou-o de pés sobre uma cadeira, agarrado ao vidro com as baratas, gritando histericamente. Fazendo jus à fama ela não demonstrou o menor temor; ao contrário ria às gargalhadas. Foi buscar uma vassoura e caçou o rato pela sala, conseguiu encurralá-lo e liquidou-o sem maiores problemas. Feito que ajudou o homem, ainda trêmulo, a descer da cadeira. E aí viu que ele segurava o vidro com as quatro baratas. O que a deixou assombrada: o que pretendia ele fazer com os pobres insetos? Ou aquilo era um novo tipo de perversão? Àquela altura ele já nem sabia o que dizer. Confessar que se tratava do derradeiro truque para assustá-la seria um vexame, mesmo porque, como ele agora o constava, ela não tinha medo de barata, assim como não tinha medo do rato. O jeito era aceitar a situação. E admitir que viver com uma mulher sem medo era uma coisa no mínimo amedrontadora. SCLIAR, Moacyr. A mulher sem medo. Folha de S. Paulo, 17 jan. 2011.
A crônica “ A mulher sem medo”, pode ser classificada como:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
