Questões de Língua Portuguesa · FUNEC

Língua PortuguesaCrônica e contoFUNEC 2012

Pref Betim

Questão de Língua Portuguesa

o Código: 201 - AGENTE AMBIENTAL I - Ao receber a ordem do Fiscal da sala, confira este CADERNO com muita atenção, pois nenhuma reclamação sobre o total de questões e/ou falhas na impressão será aceita depois de iniciada a prova. Caso haja algum problema, solicite a substituição deste caderno. - Este caderno de prova contém 30 (TRINTA) questões da Prova Objetiva, cada uma constituída de 4 (quatro) alternativas, abrangendo os conteúdos de : Língua Portuguesa (10 questões); Conhecimentos básicos de Informática (5 questões); Legislação (5 questões); Conhecimentos Específicos (10 questões) - Use como rascunho o Cartão de Respostas reproduzido no final deste caderno. - Confira se sua prova corresponde ao cargo pelo qual você optou quando realizou a inscrição. - Durante a prova, não será admitida qualquer espécie de consulta ou comunicação entre candidatos, tampouco será permitido o uso de qualquer tipo de equipamento (calculadora, telefone celular, beep, pagers, entre outros). - Ao receber o Cartão de Respostas, proceda da seguinte maneira: termine a sua prova objetiva e transfira as respostas para o cartão, observando o seguinte exemplo: Questão 01 – letra C Questão 02 – letra B 01) A) B) C) 02) A) B) C) D) D) - Use apenas caneta (tinta preta ou azul) para preencher os quadrinhos do cartão de respostas. Não utilize corretivo. NÃO SERÃO ACEITAS RASURAS. - Na prova objetiva, assinale somente uma alternativa em cada questão. - Sua resposta não será computada se houver marcação de duas ou mais alternativas, na prova objetiva, - O Cartão de Resposta não deve ser dobrado, amassado ou rasurado. Cuide bem dele, ELE É A SUA PROVA. Não deixe nenhuma questão sem resposta. - O candidato deverá entregar somente o CARTÃO DE RESPOSTAS devidamente assinado. - O tempo de duração da prova é de 3h (TRÊS HORAS ), já incluído o tempo destinado ao preenchimento e à assinatura do Cartão de Respostas, à transcrição das respostas do Caderno de Questões da Prova Objetiva para o Cartão de Respostas. 1 o Seu apartamento é feliz? Dia desses fui acompanhar uma amiga que estava procurando um apartamento para comprar. Ela selecionou cinco imóveis para visitar, todos ainda ocupados por seus donos, e pediu que eu fosse com ela dar uma olhada. Minha amiga, claro, estava interessada em avaliar o tamanho das peças, o estado de conservação do prédio, a orientação solar, a vizinhança. Já eu, que estava ali de graça, fiquei observando o jeito que as pessoas moram. Li em algum lugar que só há uma regra de decoração que merece ser obedecida: para onde quer que se olhe, deve haver algo que nos faça feliz. O referido é verdade e dou fé. Não existe um único objeto na minha casa que não me faça feliz, pelas mais variadas razões: ou porque esse objeto me lembra de uma viagem, ou porque foi um presente de uma pessoa bacana, ou porque está comigo desde muitos endereços atrás, ou porque me faz reviver o momento em que o comprei, ou simplesmente porque é algo divertido e descompromissado, sem qualquer função prática a não ser agradar aos olhos. Essa regra não tem nada a ver com elitismo. Pessoas riquíssimas muitas vezes vivem em palácios totalmente impessoais, aristocráticos e maçantes com suas torneiras de ouro, quadros soturnos que valem fortunas e enfeites arrematados em leilões. São locais classudos, sem dúvida, e que devem fazer seus monarcas felizes, mas eu não conseguiria morar num lugar em que eu não me sentisse à vontade para colocar os pés em cima da mesinha de centro. A beleza de uma sala, de um quarto ou de uma cozinha não está no valor gasto para decorá-los, e sim na intenção do proprietário em dar a esses ambientes uma cara que traduza o espírito de quem ali vive. E é isso que me espantou nas várias visitas que fizemos: a total falta de espírito festivo daqueles moradores. Gente que se conforma em ter um sofá, duas poltronas, uma tevê e um arranjo medonho em cima da mesa, e não se fala mais nisso. Onde é que estão os objetos que os fazem felizes? Sei que a felicidade não exige isso, mas pra que ser tão franciscano? Um estímulo visual torna o ambiente mais vivo e aconchegante, e isso pode existir em cabanas no meio do mato e em casinhas de pescadores que, aliás, transpiram mais felicidade do que muito apê cinco estrelas. Mas grande parte das pessoas não está interessada em se informar e em investir na beleza das coisas simples. E quando tentam, erram feio, reproduzindo em suas casas aquele estilo showroom de megaloja que só vende móveis laqueados e forrados com produtos sintéticos, tudo metido a chique, o suprassumo da falta de gosto. Onde o toque da natureza? Madeira, plantas, flores, tecidos crus e, principalmente, onde o bom humor? Como ser feliz numa casa que se leva a sério? Não me recrimine, estou apenas passando adiante o que li: pra onde quer que se olhe, é preciso alguma coisa que nos deixe feliz. Se você está na sua casa agora, consegue ter seu prazer despertado pelo que lhe cerca? Ou sua casa é um cativeiro com o conforto necessário e fim? Minha amiga ainda não encontrou seu novo lar, mas segue procurando, só que agora está visitando, de preferência, imóveis já desabitados, vazios, onde ela possa avaliar não só o tamanho das peças, a orientação solar, o estado geral de conservação, mas também o potencial de alegria que ela pretende explorar. (MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. 9. ed. Porto Alegre: L&PM, 2011. p.126) 2 o

A autora faz referência a diversos fatores que teriam contribuído para a reflexão apresentada nessa crônica, EXCETO:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.