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Questões de Língua Portuguesa · FCC

Língua PortuguesaIdeia central, tema e títuloFCC 2024

IPREM SP

Questão de Língua Portuguesa

1 SÃOPAULO [ Colégio~ [ Sala~ [ OrdemD M0001 0001 0001 Se1embrol2024 I Concurso Público para Ingresso no Cargo de Analista Previdenciário - Área de Especialização - Previdenciária [ _N-Caderno de Prova 'A01', Tipo 001om_ • _do_ can_ d_lda_tº---------------------~I. LrN' dMeOtnDscErilçaoo l_ LrN'TdloPCaod~moºo::-71 N°'do Documento 10000000000000000 ~ INSTRUÇÕES Verifique se este caderno contém 80 questões, numeradas de 1 a80. Caso contrário, solicite imediatamente ao fiscal da sala a substituição do caderno. Não serão aceitasreclamaÇôesposteriores. Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. ATENÇÃO Marque as respostas com caneta esferográfica de material transparente de tinta preta ou azul. Não será permitida a utilizaçãode lápis, lapiseira,marca,-texto,régua ou borracha durante a realizaçãoda prova. Marque apenas uma letra para cada questão, maisde uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. Responda a todas as questões. Fundaçãoltarlos Chagas 11111111161IIID110111111011111111íll 111 Caderno de Prova 'A01', lipo 001 Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 5. Redes sociais distorcem instintos morais humanos e geram fadiga de empatia, diz estudo 1. Como Já aconteceu algumas vezes nesta coluna, eu gostaria de começar com um item terminológico meio feioso, mas muito útil. Anote aí, por gentileza: "estímulo supernorma/". O termo é usado em áreas como a psicologia ou o estudo do comporiamento animal para designar um tipo de estímulo que Imita o que podemos encontrar na natureza, mas cuja poténcia está muito acima do que é natural (dai o uso do prefixo "super"). 2. Um exemplo gastronômico: frutas silvestres são um estímulo "normal" quando o assunto é açúcar. Por outro lado, um sorvete de morango com leite condensado definitivamente é um estímulo supernormal, feito para capturar nosso desejo natural de consumir coisas doces por melo de uma bomba calórica que uma planta seria fisiologicamente incapaz de produzir na natureza. 3 Ora, conforme argumenta um novo estudo, o mundo online pós-redes sociais funciona como um gigantesco combo de estímulos supernormals no que diz respeito aos instintos morais da nossa espécie. E o resullado pode muito bem ser o equivalente da diabetes (pensando, de novo, no leite condensado) para as noções de certo e errado de quem fica cronicamente enfiado na internet. 4. É uma perspectiva assustadora, concordo, mas hfJ bons argumentos para enxergar a coisa nesses termos no trabalho recém-publicado por Jay Van Bavel, do Departamento de Psicologia da Universidade de Nova York. 5. Junto com dois colegas, Van Bavel fez uma análise dos dados já disponíveis sobre o comportamento das pessoas nas redes sociais, levando em conta o que sabemos sobre as raízes da moralidade humana. As ú/1/mas décadas mostraram que, debaixo das diferenças de usos e costumes mundo afora, podemos enxergar padrões comuns no que diz respeito a esse tema em muitos lugares. 6. Sabemos que as pessoas tendem a valorizar laços de solidariedade e reciprocidade dentro dos grupos sociais aos quais pertencem, a usar a capacidade de empaUa para oferecer ajuda a quem necessita e a defender a punição de quem não segue essas regras. Acontece que o mundo das mídias sociais despeja uma toffente desse tipo de conteúdo olhos e ouvidos adentro das pessoas. 7. /sso acontece, em parle, porque gente revoltada e/ou moralmente extremista tende a postar e compart1/har com muito mais frequéncia informações sobre despautérios reais ou Imaginários. Pessoas nesse estado emocional (ou fingindo que assim estão) tendem a monopolizara conversa online (afinal de contas, gente feliz não fica xingando Deus e o mundo no Twitter). 8. Mas, mais importante ainda, esse tipo de conteúdo gera engajamento (curtidas, compartilhamentos, comentfJrios), e engajamento é o que Interessa ao algoritmo das plataformas. Resullado: é Isso que acaba sendo entregue para a maioria dos usuários. E o ciclo se reforça. 9. Os poss/vels resullados disso não são nada simpáUcos. Há indícios de que esse ambiente pode gerar, por exemplo, "fadiga de compaixão" - o mero ato de compartilhar um pedido de ajuda ou doaçõesparece suficiente para o usuário, diminuindo sua necessidade emocional de estendera mão a pessoas reais. 10. isso talvez explique porque mobilizações em favor de alguma causa que nascem no meio online tendem a ser menos duradouras e a criar menos pressão política do que as que surgem por meios tradicionais, dizem os pesquisadores. 11. Ao mesmo tempo, hfJ a ascensão de "linchamentos virtuais: nos quais é possível fazer ataques virulentos a desconhecidos por supostas transgressões com mínimo risco e custo para quem se affoga o papel de Juiz onUne. O risco ai é não apenas para quem vira alvo desses ataques como também para a comunidade, porque repeUdos casos como esses podem facilitar o surgimento de comunidades opostas de quem se diz Injustiçado (com ou sem razão), ou até dessensibilizar as pessoas contra a seriedade real de um problema, como o racismo ou a homofobia. 12. O design atual das redes sociais potencializa todos esses problemas. É, portanto, urgente regulá-las, mas, enquanto Isso n§o ocorre, vale uma regra de ouro: nunca se comportar na internet de uma maneira que você n§o teria coragem de bancar se estivesse cara a cara com quem está falando. (LOPES. Reinaldo José. Redes sociais distorcem instintos morais humanos e geram fadiga de empatia. diz estudo. Folha de São Pauto. Sao Paulo. 29 de jun. de 2024. Disponfvel em: <https:J/www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 14 de jul. de 2024. Adaptado)

Considerando o título Redes sociais distorcem instintos morais humanos e geram fadiga de empatia, diz estudo e a discussão desenvolvida ao longo do texto, o único subtítulo adequado para esse artigo seria:

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