Questões de Língua Portuguesa · Instituto Ágata

Língua PortuguesaCrônica e contoInstituto Ágata 2026

Pref Barcarena

Questão de Língua Portuguesa

Furto de Flor Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida. Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer. Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O por- teiro estava atento e repreendeu-me: – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim! (ANDRADE, Carlos Drummond de. Furto de flor. In: . Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 2006)

A partir de uma análise estilística, pode-se considerar que o título “Furto de Flor” pode provocar no leitor

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.