Língua PortuguesaElementos da narrativa e foco narrativoINSTITUTO IBDO 2019
Pref Paraibuna
Questão de Língua Portuguesa
Vera, Sílvia e Emília foram as primeiras a descer naVodoviária de Atibaia quando o ônibus estacionou. — Respirem fundo — manda Vera, e as outras duas obedecem. — Já sentiram a diferença do ar? Sílvia inspira com sofreguidão, retém a respiração por alguns segundos e depois libera o ar dos pulmões. Sorri: — Já! E que diferença! Nem parece que estamos tão perto de São Paulo e de toda aque la poluição... — É mesmo — concorda Emília. — Parece que aqui o ar corresponde àquela descrição que aparece nos livros de ciências... — “Incolor e inodoro” — apressa-se em completar Vera. — Mas essas não são as qualidades da água? — inquieta-se Sílvia. — Eu lá quero saber? Estou de férias... — graceja Vera. As três sorriem. Vera tem 21 anos, é estudante de Letras. Sílvia, da mesma idade, estuda Psicologia. Emí lia, 19, está no primeiro ano de Pedagogia. As três são professoras do curso primário no mes mo colégio de São Paulo. — E agora, Vera? — pergunta Sílvia. — Como fazemos para chegar na casa da sua tia? — Pegamos um táxi — responde Vera. — Mais exatamente o táxi do Ângelo, que deve estar esperando a gente. Eu telefonei ontem para ele combinando. — Cidade pequena tem isso de legal — comenta Sílvia — , a gente conhece até os moto ristas de táxi pelo nome. — Também — desdenha Emília — , devem ser só três ou quatro em toda Atibaia. — As duas estão erradas — corrige Vera. — Não conheço todos os motoristas pelo nome, e aqui tem muito mais do que três ou quatro, dona Emília. O caso é que o Ângelo é uma pes soa especial, ele é filho da Eulália. Sílvia e Emília não compreendem. Vera lo go acrescenta: — A Eulália mora com a minha tia Irene. É a pessoa mais querida do universo inteiro! Eu simplesmente amo ela... — A “moela”, que eu saiba, é um órgão das galinhas, meu bem... — diz Emília, sarcasti camente. — Não enche, Emília, a gente “estamos” de férias, “tá bão”? — graceja Sílvia. — Não senhora! — protesta Emília. — Temos um exemplo a dar. Uma professora deve estar sempre alerta! — Para mim isso é lema de escoteiro... — diz Vera, sem perder o bom humor. Neste momento, um grande carro branco estaciona junto delas. O motorista, negro e jo vem, sai e vem cumprimentar Vera. Ela o abraça e beija, para espanto das amigas. — Ângelo, estas aqui são duas colegas minhas lá de São Paulo, a Sílvia e a Emília. Ângelo sorri para elas e estende a mão: — Muito prazer, eu sou o Ângelo — e aperta com força a mão de cada uma delas. — Vamos lá? A minha mãe está esperan do vocês com um almoço daqueles que só ela sabe fazer. Parece até uma festa de casamento! Enquanto fala, Ângelo abre as portas do carro para que as moças entrem. Recolhe as maletas que elas haviam deixado no chão e as guarda no porta-malas do carro. A caminho da casa da tia de Vera, Sílvia e Emília não param de falar. (BAGNO, Marcos. A Língua de Eulália: novela sociolinguistica, 17. ed., 3a reimpressão. São Paulo: Contexto, 2014. p. 9, 10)
Em relação à seguinte passagem Mas es sas não são as qualidades da água? - inquietase Sílvia” pode-se afirmar em relação ao narra dor:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

