Educação e PedagogiaMarco legal da primeira infância – Lei 13.257/2016FUNEC 2016
FUNEC
Questão de Educação e Pedagogia
301 PEDAGOGO 302 PEB ARTE 305 PEB ED. FÍSICA 306 PEB ENFERMAGEM 309 PEB FILOSOFIA 310 PEB GEOGRAFIA 313 PEB INFORMÁTICA 314 PEB INGLÊS 317 PEB PORTUGUÊS 318 PEB PSICOLOGIA 321 303 PEB ANÁLISES CLÍNICAS 304 PEB BIOLOGIA 307 PEB ESPANHOL 308 PEB FARMÁCIA 311 PEB FÍSICA 312 PEB HISTÓRIA 315 PEB LOGÍSTICA 316 PEB MATEMÁTICA 319 PEB QUÍMICA 320 INDUSTRIAL 322 PEB SOCIOLOGIA Ao receber a ordem do Fiscal da sala, confira este CADERNO com muita atenção, pois nenhuma reclamação sobre o total de questões e/ou falhas na impressão será aceita depois de iniciada a prova. Caso haja algum problema, solicite a substituição deste caderno. Este caderno contém a Prova Objetiva, com 25 (vinte e cinco) questões, sendo 10 (dez) de Língua Portuguesa e 15 (QUINZE) de Conhecimentos Político - Pedagógicos e Legislação Educacional, cada uma constituída de 4 (QUATRO) alternativas de respostas para cada questão, sendo apenas uma alternativa correta. REALIZOU A INSCRIÇÃO. Caso não seja, solicite a substituição, pois não serão aceitas reclamações posteriores. Durante a prova, não será admitida qualquer espécie de consulta ou comunicação entre candidatos, tampouco será permitido o uso de qualquer tipo de equipamento eletrônico (calculadora, telefone celular, beep, pagers, entre outros). Faça na página apropriada, deste caderno, o rascunho do gabarito. O rascunho não será considerado na correção. exemplo: Questão 01 – letra C 01) A) B) Questão 02 – letra B 02) A) B) C) D) C) D) corretivo. NÃO SERÃO ACEITAS RASURAS. Sua resposta não será computada se houver marcação de duas ou mais alternativas, MESMO QUE UMA Não deixe nenhuma questão sem resposta. Não dobre, amasse ou rasure a Folha de Resposta. ELA É A SUA PROVA. O candidato deverá entregar somente a FOLHA DE RESPOSTA, devidamente preenchidas e assinadas. O tempo de duração da prova é de 2h e 30 minutos (DUAS HORAS E TRINTA MINUTOS), já incluído o tempo destinado à transcrição das respostas do Caderno de Questões da Prova Objetiva para a Folha de Respostas e à assinatura da mesma. CARGOS 2 A desigualdade começa nos primeiros anos de vida Pesquisas em diversos campos confirmam que a primeira infância é uma etapa fundamental para o desenvolvimento do potencial das pessoas, conforme estabelecido na Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, da qual o Brasil é signatário. Há vasta bibliografia em diferentes áreas do conhecimento que mostram que os indivíduos aprendem com seu entorno desde o primeiro dia de vida – e por isso é fundamental garantir a infraestrutura adequada para uma educação atenta à qualidade das interações entre adultos e crianças, de tal forma que as oportunidades de aprendizagem estejam sempre presentes, e não apenas na escola. As neurociências mostram que o desenvolvimento do cérebro alcança sua maior velocidade nessa fase. A economia mostra que a primeira infância é um investimento com um retorno de até US$17 por dólar investido. É indiscutível que a aprendizagem na primeira infância determina o futuro dos indivíduos, e não apenas em termos de desempenho escolar ao longo da vida, mas também em uma série de indicadores de bem-estar e redução de envolvimento em atividades de risco – como criminalidade e uso de drogas. No entanto, a brecha entre as crianças mais e menos vulneráveis se abre muito cedo, tanto na escola quanto em casa. Enquanto 51% da população de 0 a 3 anos das famílias no quartil mais alto de renda frequentam a escola, apenas 22% das crianças das famílias no quartil mais baixo têm acesso à educação. E em casa o acesso a oportunidades de aprendizagem também se distribui de forma desigual: aos 4 anos, as crianças mais pobres terão escutado até 30 milhões de palavras a menos do que as que se encontram em situação menos vulnerável. As pesquisas mostram que o papel das famílias na educação e as suas expectativas em relação aos benefícios que ela proporciona são determinantes na trajetória escolar dos filhos – e, novamente, essa expectativa costuma ser maior entre as famílias com maior nível socioeconômico. Torna-se evidente que o desenho das políticas públicas deverá prever ações que envolvam as famílias e elevem a educação na primeira infância ao mais alto nível de prioridade na sociedade. As políticas para o desenvolvimento infantil são um importante motor para a promoção da equidade, especialmente diante da constatação de que a população infantil está desproporcionalmente representada na pobreza. No Brasil, onde a situação é particularmente alarmante, para cada pessoa maior de 65 anos vivendo na pobreza, há cerca de 7 crianças e jovens nessa situação, segundo estudo promovido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). CARGOS Com o objetivo de elaborar uma agenda da América Latina para o Desenvolvimento na Primeira Infância, por iniciativa do Todos Pela Educação, do Diálogo Interamericano e da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, um grupo de gestores públicos, especialistas e membros de organizações da sociedade civil de onze países se reuniu no Brasil para elaborar um diagnóstico das políticas públicas e apontar caminhos para garantir os direitos e o desenvolvimento na primeira infância. O diagnóstico mostra que nos últimos quinze anos houve importantes conquistas na região: alguns países apresentaram avanços pontuais nos programas de atendimento à primeira infância, porém ainda sem a necessária integração das políticas públicas; outros normativamente já apontam para essa integração; e por último estão os que conseguiram integrar na prática as políticas públicas de atendimento à primeira infância, como é o caso de Chile, Colômbia, Cuba e Equador. O Brasil, embora aponte para a integração das políticas públicas no programa Brasil Carinhoso, não executa de forma articulada as políticas para a primeira infância que são responsabilidade da assistência e do desenvolvimento social, da saúde e da educação, por exemplo, nas três esferas de governo. Isto é, a articulação da escola com o posto de saúde depende da iniciativa e da capacidade de articulação local dos gestores escolares, pois não há nenhum registro do desenvolvimento da criança compartilhado por pediatras e professores, nem se prevê a formação necessária para que esses profissionais articulem seus saberes. Com esses desafios em perspectiva, a Agenda Regional para o Desenvolvimento Integral na Primeira Infância sistematiza o que entendemos serem os cinco principais avanços necessários para consolidar o atendimento de qualidade às crianças dessa faixa etária na América Latina: a definição de métricas que permitam monitorar o desenvolvimento infantil e identificar as situações de desigualdade; a criação de uma instância nacional com autoridade orçamentária e política para realizar as articulações necessárias entre as políticas públicas; a definição de mecanismos de articulação das políticas no território; a ampliação e o fortalecimento da gestão do conhecimento sobre o tema; e o estabelecimento de uma coalizão regional visando consolidar as políticas de desenvolvimento infantil como prioridade de todos os países. Diante da constatação de que a primeira infância é determinante para o desenvolvimento do indivíduo, não podemos mais negligenciar a importância estratégica dessa agenda para garantir uma educação de qualidade para todos e promover o desenvolvimento social e econômico do país. O desafio da universalização da pré-escola e da ampliação do acesso à creche no Brasil abre para o país a oportunidade de fazer avançar de forma vigorosa o desenvolvimento infantil. *Alejandra Meraz Velasco é superintendente do movimento Todos Pela Educação (Època, 20/04/2016) 3
Analise as assertivas abaixo, em relação ao assunto discutido no TEXTO I. I- De acordo com a argumentação desenvolvida no primeiro parágrafo, a infância define o futuro do indivíduo. II- A autora deixa implícita a necessidade do desenvolvimento de política pública. III- O texto afirma que o Brasil ainda não promove uma política pública que integre assistência social, saúde e educação. Estão CORRETAS:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

