Questões de Língua Portuguesa · SUCONS UEMA

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Questão de Língua Portuguesa

Edital n.° 68/2024 – GR/UEMA Prova Objetiva e Produção Textual 01/12/2024 Início: 13h30 Término: 18h30 Este caderno contém 60 (sessenta) questões objetivas das seguintes áreas: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Matemática, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e a Prova de Produção Textual. 1 - Não abra o caderno antes de receber autorização. Ao recebê-la, verifique se a impressão, a paginação e a numeração das questões do caderno estão corretas. Caso observe qualquer erro, notifique o fiscal. 2 - As questões de números 16 a 20, da área de Linguagens, deverão ser respondidas de acordo com a sua opção de língua estrangeira: Inglês ou Espanhol. 3 - Cada questão tem somente uma opção correta de resposta. 4- Use apenas caneta,de corpo transparente, pretaou azul, para assinar a planilha-resposta e para marcar suas respostas. Cubra totalmente o espaço que corresponde à letra da opção de sua escolha. 5 - Assine a planilha-resposta. 6 - A planilha-resposta é insubstituível. Não pode ser dobrada, amassada, rasurada ou manchada. 7 - Você fará seu rascunho de produção textual no espaço destinado a esse fim neste caderno. 8 - Você fará a produção textual em folha específica. 9 - O tempo disponível para fazer a prova é de cinco horas. Nada mais poderá ser registrado após esse tempo. 10 - Assine a folha de frequência na presença do fiscal. 11 - Aoterminarderesponderasuaprova,entregueaofiscalaplanilha-respostaeafolhaespecíficadesuaprodução textual. Aluísio de Azevedo, maranhense nascido em São Luís, autor de Casa de Pensão, mantém em sua ficção relações vivas com o mundo real, demonstrando como comportamentos humanos são determinados pelo meio. Foram selecionados dois fragmentos que servem de base para as questões de 01 a 06. Texto I Estava hospedado há dois dias em casa do Campos; esse tempo levara ele a entregar cartas e encomendas. À noite, fatigado e entorpecido pelo calor, mal tinha ânimo para dar uma vista de olhos pelas ruas da cidade. Entretanto, a vida externa o atraía de um modo desabrido; estalava por cair no meio desse formigueiro, desse bulício vertiginoso, cuja vibração lhe chegava aos ouvidos, como os ecos longínquos de uma saturnal. Queria ver de perto o que vinha a ser essa grande Corte, de que tanto lhe falavam; ouvira contar maravilhas a respeito de cortesãs cínicas e formosas, ceias pela madrugada, passeios ao Jardim Botânico, em carros descobertos, o champanhe ao lado, o cocheiro bêbado; – e tudo isso o atraía em silêncio, e tudo isso o fascinava, o visgava com domínio secreto de um vício antigo. – Mas, por onde havia de principiar?... Não tinha relações, não tinha amigos que o encaminhassem! Além disso, o Campos estava sempre a lhe moer o juízo com as matrículas, com a entrada na academia, com um inferno de obrigações a cumprir, cada qual mais pesada, mais antipática, mais insuportável! – Olhe, seu Amâncio, que o tempo não espicha – encolhe!... É bom ir cuidando disso!... repetia-lhe o negociante, fazendo ar sério e comprometido. - Veja agora se vai perder o ano! Veja se quer arranjar por aí um par de botas!... Amâncio fingia-se logo muito preocupado com os estudos e falava calorosamente na matrícula. Mexa-se então, homem de Deus! bradava o outro. – Os dias estão correndo!... Afinal, graças aos esforços do Campos, conseguiu matricular-se na academia, duas semanas depois de ter chegado ao Rio de Janeiro.

AZEVEDO, Aluísio de. Casa de Pensão. Editora Ática, 1997. No contexto da obra, o trecho que bem evidencia um exemplo de rebaixamento do ser humano é

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