Questões de Língua Portuguesa · FUVEST

Língua PortuguesaInterpretação de textosFUVEST 2004

USP

Questão de Língua Portuguesa

3V Texto para as questões de 18 a 20 Sim, que, à parte o sentido prisco, valia o ileso gume do vocábulo pouco visto e menos ainda ouvido, raramente usado, melhor fora se jamais usado. Porque, diante de um gravatá, selva moldada em jarro jônico, dizer-se apenas drimirim ou amormeuzinho é justo; e, ao descobrir, no meio da mata, um angelim que atira para cima cinqüenta metros de tronco e fronde, quem não terá ímpeto de criar um vocativo absurdo e bradá-lo – Ó colossalidade! – na direção da altura? (João Guimarães Rosa, “São Marcos”, in Sagarana) prisco = antigo, relativo a tempos remotos. gravatá = planta da família das bromeliáceas.

Devo registrar aqui uma alegria. É que a moça num aflitivo domingo sem farofa teve uma inesperada felicidade que era inexplicável: no cais do porto viu um arco-íris. Experimentando o leve êxtase, ambicionou logo outro: queria ver, como uma vez em Maceió, espocarem mudos fogos de artifício. Ela quis mais porque é mesmo uma verdade que quando se dá a mão, essa gentinha quer todo o resto, o zé-povinho sonha com fome de tudo. E quer mas sem direito algum, pois não é? (Clarice Lispector, A hora da estrela) Considerando-se no contexto da obra o trecho sublinhado, é correto afirmar que, nele, o narrador

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.