Questões de Língua Portuguesa · UFMT

Língua PortuguesaNíveis de linguagem: formal e informalUFMT 2018

CM Cáceres

Questão de Língua Portuguesa

Confiava piamente na pontualidade do galo. Era seu despertador. Podia dormir a qualquer hora da noite que, às seis da manhã, ele o acordava para o trabalho. Havia muito que o bichinho estava com ele e vice-versa. Tomava o seu café e, antes de sair, passava no quintal e desejava-lhe um bom dia. Seguia para o trabalho e só retornava de tardezinha. Chegando em casa, passava novamente no quintal para ver se o galo estava precisando de alguma coisa. Até que, certa vez, o galo falhou. Eram nove horas quando ele cantou. João Totó acordou, olhou para o relógio, e: − O quê?! Nove horas? Foi ao quintal e lá estava o galo de sempre. Não apresentava nenhum sinal de perturbação (ele era profundo conhecedor de galos). “Quem sabe foi um descuido do galo”, pensou ele. Talvez no dia seguinte voltasse ao normal. Não voltou. Na manhã seguinte, o galo piorou. Só foi cantar às dez. − É, o galo tá velho! – disse com voz entristecida. Resolveu, então, comprar um despertador de verdade. Era a única solução. Acertou o relógio para as seis e foi dormir. Ao amanhecer, quando o relógio despertou, levou um susto tão grande que quase bateu as botas. Não estava acostumado com o ruído do relógio. E nem se acostumou. Toda manhã levava um susto como se fosse o da primeira vez. Foi daí que teve uma ideia genial. Foi ao quintal, colocou o relógio perto do galo e acertou-o para as seis da manhã. O plano deu certo no primeiro dia. Mas, no segundo, não deu outra, o galo não aguentou. Bateu as botas. (AZEVEDO, A. O vendedor de queijos e outras crônicas. São Paulo: Atual, 2007.)

O autor da crônica empregou um registro de linguagem bastante informal. Assinale a alternativa que NÃO apresenta marcas linguísticas de linguagem informal.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.