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Placa Mercosul: Res. 969 (QR Code, troca, segunda placa e clonagem)

QR Code como lacre eletrônico, fabricante × estampador, quando a placa cinza precisa ser trocada, a segunda placa traseira e o carro clonado. · 17 min · para PRF (Policial Rodoviário Federal) e concursos de trânsito do Cebraspe

Resumo da aula

  • A placa: o QR Code é o lacre eletrônico, e o segundo número da placa cinza vira letra.
  • Quem faz: fabricante pela Senatran, estampador pelo DETRAN.
  • Placa cinza: roda até o sucateamento, e só troca nos quatro gatilhos. Renovar o licenciamento não é um deles.
  • Segunda placa com a traseira coberta. Na clonagem, o original ganha placa nova. E QR Code adulterado é gravíssima.

Teste o que aprendeu

Questão 1 · Estilo Cebraspe · Certo ou Errado

Como os reboques e os semirreboques são identificados somente por placa de identificação veicular (PIV) traseira, caso seja necessário, veículos equipados com engates para reboques ou com carroceria intercambiável deverão obrigatoriamente usar uma segunda PIV traseira.

Questão 2 · Estilo Cebraspe · Certo ou Errado

Todas as placas de identificação veicular padrão MERCOSUL devem possuir códigos de barras bidimensionais dinâmicos (QR Code), contendo números de série e acesso às informações de fabricação do banco de dados do seu fabricante.

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Transcrição da aula

Esta caiu na PRF de dois mil e vinte e um, e o perigo está numa palavra: obrigatoriamente. Pausa e tenta. Como reboques e semirreboques só têm placa traseira, quando for necessário, o veículo com engate ou com carroceria intercambiável deverá obrigatoriamente usar uma segunda placa traseira. Certo. O reboque só tem placa atrás, e ele cobre a placa do carro que o puxa. Você pode pensar que o obrigatoriamente deixou o item exagerado, só que a resolução diz exatamente isso: é obrigatório usar a segunda placa quando a traseira fica coberta.

Aula onze de Resoluções do CONTRAN para a PRF: a placa Mercosul, que a resolução chama de placa de identificação veicular. Vamos em cinco blocos, cada um com o seu mapa: o que é a placa e o QR Code, quem fabrica e quem estampa, quando a placa cinza precisa ser trocada, a segunda placa traseira e os casos especiais, e a clonagem com as infrações.

Primeiro, você precisa saber qual norma vale. O edital de dois mil e vinte e um citava a Resolução setecentos e oitenta. Ela foi revogada. Desde primeiro de julho de dois mil e vinte e dois vale a novecentos e sessenta e nove, que revogou dezenove resoluções e uma deliberação sobre o tema. Repare no que mudou: o QR Code era provisório, e virou o lacre eletrônico, sem prazo. E os tratores saíram da lista de quem só tem placa traseira. Medidas, cores e sequência de caracteres continuam iguais. E veja: até outubro de dois mil e vinte e seis, a novecentos e sessenta e nove nunca foi alterada.

Bloco um: o que a placa Mercosul tem de diferente. Repare no quadradinho do canto, o QR Code. Leia comigo. Artigo terceiro: o código de barras bidimensional dinâmico, o QR Code, é o lacre eletrônico da placa, e substitui o lacre previsto no artigo cento e quinze do Código. E o artigo quinto: todas as placas devem ter QR Code, com números de série e acesso às informações do banco de dados do fabricante, para controlar a produção, a logística, a estampagem e a instalação, além de verificar a autenticidade. Então o QR Code não é enfeite: ele é o lacre eletrônico, e por isso a placa nova não tem o lacre de arame. O Código permite: placa com tecnologia de identificação dispensa o lacre. Repare na palavra todas. E com o QR Code você confere se a placa é autêntica.

Agora veja o desenho da placa. Fundo branco, faixa azul em cima, e sete caracteres: letra, letra, letra, número, letra, número, número. E a placa cinza, de três letras e quatro números? Você pode pensar que quem troca recebe uma combinação nova qualquer, só que a resolução converte: só o segundo número vira letra, e o resto fica igual. Zero vira A, um vira B, e assim até nove, que vira J. No exemplo da própria resolução, A, B, C, um, dois, três, quatro vira A, B, C, um, C, três, quatro. E veja: o QR Code fica no canto superior esquerdo, com lado de dezesseis a vinte e dois milímetros.

Esta caiu no Curso de Formação da PRF, em dois mil e vinte e dois. Pausa e tenta. Todas as placas padrão Mercosul devem ter QR Code, com números de série e acesso às informações de fabricação do banco de dados do fabricante. Certo. É quase a letra do artigo quinto. Repare no todas: não existe placa Mercosul sem QR Code, porque é ele que faz o papel de lacre.

Agora o seu mapa do bloco um. O QR Code: lacre eletrônico, com número de série, para rastrear e conferir a autenticidade. A placa: sete caracteres, fundo branco e faixa azul. E a conversão da placa cinza: o segundo número vira letra, de A a J.

Bloco dois: quem fabrica e quem estampa. São duas empresas, credenciadas por órgãos diferentes. Leia comigo. Artigo sexto, inciso um: estampador é a empresa credenciada pelo órgão executivo de trânsito do estado ou do Distrito Federal, responsável, exclusivamente, pelo acabamento final da placa e pela venda ao proprietário. E o inciso dois: fabricante é a empresa credenciada pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, para fabricar, fazer a logística e distribuir as placas semiacabadas aos estampadores. Então guarde a lógica. O estampador faz o acabamento final e vende ao dono: quem o credencia é o DETRAN do estado. O fabricante produz e entrega a placa semiacabada: quem o credencia é a Senatran, o órgão da União. E a banca adora inverter os órgãos.

Agora lado a lado, que é como a prova compara. Quem credencia: o fabricante, a Senatran; o estampador, o DETRAN, usando o sistema da Senatran. Você pode pensar que, como a placa é feita no seu estado, o DETRAN credencia as duas empresas, só que o fabricante é sempre credenciado pela União. O que cada um faz: o fabricante produz, faz a logística e distribui; o estampador dá o acabamento final e vende. E a entrega: a placa vai semiacabada ao estampador, que emite a nota fiscal direto ao consumidor final.

E quanto dura o credenciamento? E se a empresa descumpre as regras? Leia comigo. Artigo dezenove: o credenciamento de fabricantes e estampadores vale por cinco anos, e pode ser cassado a qualquer tempo. Artigo vinte: quem descumpre a resolução está sujeito a advertência, a suspensão do credenciamento por trinta dias, e a cassação. E o parágrafo quinto: cassada, a empresa só pode pedir novo credenciamento depois de dois anos. Guarde os três números: cinco anos de credenciamento, renovável sem limite; trinta dias de suspensão; e dois anos para voltar depois da cassação.

Questão três, no modelo da banca. Pausa e tenta. A estampadora, credenciada pelo DETRAN, que tiver o credenciamento cassado só pode pedir um novo depois de um ano da cassação. Errado. A primeira parte está certa: o estampador é credenciado pelo DETRAN. Só que o prazo é de dois anos, e não de um. A banca acerta o órgão para você relaxar, e troca o número.

Agora o seu mapa do bloco dois. Fabricante: credenciado pela Senatran, entrega a placa semiacabada. Estampador: credenciado pelo DETRAN, faz o acabamento, vende e emite a nota direto ao dono. E os prazos: cinco anos, trinta dias, e dois anos depois da cassação.

Bloco três: a pergunta que todo motorista faz. Sou obrigado a trocar a placa cinza? Leia comigo. Artigo cinquenta e seis: a placa Mercosul é exigida no primeiro emplacamento do veículo. Parágrafo primeiro: e também nos veículos em circulação, nestes casos: substituição de qualquer placa por mudança de categoria, ou por furto, extravio, roubo ou dano da placa ou de qualquer elemento dela; mudança de município ou de estado; ou necessidade de instalar a segunda placa traseira. Então você tem uma porta de entrada e quatro gatilhos. Carro novo já sai com a placa Mercosul. O carro que já roda só troca por mudança de categoria, placa perdida ou danificada, mudança de município ou de estado, ou segunda placa.

E fora desses casos? Repare no artigo seguinte. Artigo cinquenta e sete: o veículo com a placa cinza pode circular até o sucateamento, sem trocar as placas, e pode, a qualquer tempo, optar pelo modelo novo, ressalvados os casos do artigo cinquenta e seis. E o parágrafo segundo: é vedado ao DETRAN e aos estampadores exigir a troca, fora daquelas situações. Então a placa cinza pode rodar até o fim da vida do carro. Trocar por vontade própria pode; exigir a troca, é vedado. E repare: quem troca não perde a placa antiga, que fica no cadastro como placa anterior.

Vamos aplicar num caso. Um carro com placa cinza, mesmo dono e mesma cidade, vai renovar o licenciamento. O DETRAN pode exigir a placa Mercosul? Primeiro: a categoria continua a mesma? Sim, segue particular. A placa está inteira, sem furto, extravio, roubo ou dano? Sim. O dono continua no mesmo município e no mesmo estado? Sim. E ele dispensa a segunda placa traseira? Sim, nada cobre a placa. Você pode pensar que a renovação do licenciamento é a hora de trocar, só que ela não está na lista. Então o DETRAN não pode exigir a placa nova.

Agora o outro lado da regra. Pausa e tenta. O dono de automóvel com a placa cinza que muda o domicílio para outro município deve trocar as placas pelo modelo Mercosul. Certo. Mudança de município é um dos quatro gatilhos do artigo cinquenta e seis. Compare com o caso de antes: renovar o licenciamento não obriga; mudar de cidade obriga.

Agora o seu mapa do bloco três. Carro novo: placa Mercosul no primeiro emplacamento. Placa cinza: só quatro gatilhos. Categoria, furto ou dano, mudança de município ou estado, e segunda placa. Fora disso, ela roda até o sucateamento, e exigir a troca é vedado.

Bloco quatro: a segunda placa traseira, o tema do gancho. Repare que alguns veículos só têm placa atrás. Leia comigo. Parágrafo primeiro do artigo segundo: reboques, semirreboques, motocicletas, motonetas, ciclomotores, cicloelétricos, triciclos, quadriciclos e guindastes têm apenas a placa traseira. E o artigo quarto: é obrigatória a segunda placa traseira nos veículos com engate para reboque ou carroceria intercambiável, transportando eventualmente carga que cubra, total ou parcialmente, a placa traseira. E ela fica em local visível. Por que a segunda placa? Porque o reboque ou a carga tapam a placa, e a fiscalização precisa ler. Repare no total ou parcialmente: basta cobrir um pedaço. E guarde: o guindaste está na lista do só traseira, e o trator não está mais.

Agora os casos especiais. A cor das letras muda conforme o uso do veículo. Veja a tabela. Particular, letras pretas. Aluguel e aprendizagem, vermelhas. Oficial e representação, azuis. Diplomático e consular, douradas. E as placas especiais, de experiência e de fabricante, verdes. Coleção, cinza prata no Mercosul; e o original de uso só no Brasil, fundo preto com letras brancas. Você pode pensar que a placa verde de experiência, das lojas e oficinas, vale no país todo, só que ela só circula no estado do DETRAN que a expediu, e o motorista precisa da categoria certa.

Agora o seu mapa do bloco quatro. Só traseira: duas e três rodas, quadriciclo, reboque, semirreboque e guindaste. Segunda placa: engate ou carroceria intercambiável cobrindo a placa, mesmo em parte. Cores: preta, vermelha, azul, dourada e verde, conforme o uso. E a de experiência só circula no estado.

Bloco cinco: a clonagem. O clonado é o original, que teve a placa copiada. O dublê, ou clone, é o outro carro, que usa essa placa. Leia comigo o que o DETRAN faz quando comprova o dublê. Artigo cinquenta e três: comprovado o dublê, o DETRAN deve inserir as letras CL no fim do número de identificação e do motor, no registro do original; criar um novo registro no RENAVAM para o original, com novo número de RENAVAM e nova placa; e emplacar de novo o veículo original. Repare na lógica: quem ganha tudo novo é o original, porque a placa dele está queimada. O registro antigo, com o CL no final, recebe a baixa por clonagem e as multas do dublê. Você pode pensar que o dono paga tudo antes da troca, só que os débitos gerados pelo dublê ficam de fora. E os pontos do dublê saem do prontuário dele.

E as infrações, num quadro que você leva para a prova. Placa fora da especificação, ou QR Code desgastado pelo tempo: duzentos e vinte e um, média, com retenção para regularizar. Agora repare no par preferido da banca. QR Code raspado ou adulterado de propósito, ou placa diferente do registro: duzentos e trinta, inciso um, gravíssima. O que separa os dois é a intenção. Dispositivo que dificulte a leitura: inciso três. Sem placa, ou sem a segunda placa com a traseira coberta: inciso quatro. Caracteres ilegíveis: inciso seis. Todos gravíssimos, com remoção. Livro da placa de experiência sem escrituração: duzentos e trinta e oito. E a placa traseira apagada à noite: duzentos e cinquenta, inciso três, média, só multa.

Agora o seu mapa do bloco cinco. Clonagem: CL no registro antigo, e novo RENAVAM e nova placa para o original. QR Code: desgastado é o duzentos e vinte e um; adulterado é o duzentos e trinta, inciso um. E a placa traseira apagada à noite? Você pode pensar que é gravíssima como as outras, só que é o duzentos e cinquenta, média, só com multa.

Mais duas questões no modelo da banca. Pausa e tenta. Comprovado o dublê, o DETRAN mantém o RENAVAM e a placa do veículo original, e põe as letras CL no fim do número de identificação do dublê. Errado. É o contrário: o original ganha novo RENAVAM e nova placa, e o CL vai no registro antigo do próprio original, que recebe a baixa por clonagem.

Última. Repare no desde que. O suporte de fixação da placa pode cobrir a borda dela, desde que não tenha elementos refletivos ou luminosos. Certo. O suporte pode cobrir só a borda, e nada além dela, e não pode ter luz nem refletivo. Se cobrir mais, é placa fixada em desacordo: artigo duzentos e vinte e um.

Rapidinho: você responde, verdadeiro ou falso. O guindaste tem só a placa traseira. Verdadeiro. A suspensão do credenciamento da estampadora dura sessenta dias. Falso: são trinta. Quem adota a placa Mercosul perde a consulta pela placa antiga. Falso: ela fica como placa anterior. A placa traseira apagada à noite é infração média. Verdadeiro.

Agora você tem a aula inteira num mapa. A placa: o QR Code é o lacre eletrônico, e o segundo número da placa cinza vira letra. Quem faz: fabricante pela Senatran, estampador pelo DETRAN. Placa cinza: roda até o sucateamento, e só troca nos quatro gatilhos. Renovar o licenciamento não é um deles. Segunda placa com a traseira coberta. Na clonagem, o original ganha placa nova. E QR Code adulterado é gravíssima.

Fechamos as placas. Se você guardar uma frase, guarde esta: a placa cinza pode rodar até o fim, e o DETRAN só exige a troca nos quatro gatilhos do artigo cinquenta e seis. Na próxima aula, o número de identificação do veículo, o VIN, da Resolução novecentos e sessenta e oito. Questões grátis no link da descrição.