Língua PortuguesaPonto de vista e posicionamento do autorFAUEL 2021
AME Apucarana
Questão de Língua Portuguesa
As notícias falsas estão por toda a internet – e encontram nas redes sociais seu habitat mais fértil. Dificilmente você rola sua timeline do Facebook e não se depara com uma manchete sensacionalista compartilhada por algum parente. A situação é ainda mais caótica no Twitter: por lá, as fakenews se disseminam seis vezes mais rápido do que notícias verdadeiras. Quando esse assunto virou pauta pela primeira vez, a grande discussão era o quanto bots estavam ajudando a disseminar informações falaciosas. Mas, agora, um estudo da Universidade de Regina, no Canadá, concluiu que, ao contrário do que se imagina, usuários convencionais não estão sendo enganados e conseguem detectar facilmente quando algo é fakenews. Só que, mesmo assim, boa parte opta por compartilhar a notícia. De acordo com o estudo, existem algumas razões para isso: muita gente não pensa sobre a veracidade de uma informação antes de compartilhá-la numa rede social. E, muitas vezes, divulga notícias que podem ser falsas só porque elas vão de acordo com uma opinião própria. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores apresentaram uma série de manchetes reais a mais de 2500 pessoas dos Estados Unidos. Na lista, havia chamadas retiradas das principais notícias de jornais – mas também um conjunto de histórias que eram inteiramente falsas. Quem participava do estudo não sabia nada sobre os temas das notícias, claro, e tinha que julgar a partir do conteúdo que recebiam. Na primeira parte do estudo, os participantes foram solicitados a indicar quais manchetes compartilhariam nas redes sociais. Foi aí que despontou um comportamento curioso: o critério utilizado por muitos não era averiguar a veracidade das histórias, mas seu conteúdo. Se o que o texto dizia concordasse com uma opinião pré-estabelecida da pessoa, pouco importava a fonte: ela tinha mais chances de compartilhar de qualquer forma. O estudo observou também se o fato de as pessoas estarem distraídas nas redes poderia fazê-las esquecer que há notícias falsas circulando por lá o tempo todo. Para ter certeza disso, cientistas enviaram mensagens para 5500 usuários do Twitter, que costumavam compartilhar notícias de sites não confiáveis em seu perfil. Os pesquisadores pediram a esses usuários que avaliassem a precisão de uma única manchete. Depois disso, eles começaram a monitorar o que os perfis compartilhavam, e notaram que, nas 24 horas seguintes, as notícias que os participantes disseminaram em suas redes eram 3,5% mais confiáveis do que anteriormente. Por fim, os autores do estudo afirmam que a noção de que “as pessoas são facilmente enganadas” não condiz com a realidade. Em vez disso, a chance maior é que venham usando informações falsas para validar suas próprias opiniões. Assim, entre falar a verdade e ter razão, a segunda opção sempre acaba levando a melhor. Texto adaptado. Ingrid Luisa. Revista Super Interessante, 25/11/2019. Disponível em: https://super.abril.com.br/tecnologia/pessoas-compartilham-fake-news-de-forma-consciente-mostra-estudo/
Considerando as informações do texto acima, assinale a alternativa CORRETA.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
