Questões de História · INEP (ENEM)

HistóriaAntiguidade oriental e clássicaINEP (ENEM) 2011

ENADE

Questão de História

2011 Ao estudar o período Homérico, a partir dos poemas de Homero, a Ilíada e a Odisseia, Moses Israel Finley alinhavou um conjunto de categorias e conceitos para a reflexão histórica da sociedade grega à época. No texto abaixo, do seu livro Mundo de Ulisses, publicado, pela primeira vez, em 1954, o autor define o conceito de oikos como unidade política, cultural e socioeconômica do período. A casa patriarcal, o oikos, era o centro à volta do qual a vida se organizava e de onde provinham não somente a satisfação das necessidades materiais, incluindo a segurança, mas também as normas e os valores éticos, as ocupações, as obrigações e as responsabilidades, os vínculos sociais e as relações com os deuses. O oikos não era simplesmente a família; compreendia todas as pessoas da casa com seus haveres; daí resulta que a “economia” (da forma latinizada, oecus), a arte de administrar um oikos, significava explorar um domínio, e não conseguir manter a paz na família. FINLEY, M. I. O mundo de Ulisses. 3 ed. Lisboa: Editorial Presença, 1988, p. 55.

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

Ulisses y Penélope (Museu do Louvre), terracota procedente de Milo (450 a.C.). Disponível em: <http://es.wikipedia.org>. Acesso em: 21 set. 2011. Penépole e os pretendentes, de John William Waterhouse, de 1912. Disponível em: <www.jwwaterhouse.net/>. Acesso em: 21 set. 2011. Acima destacam-se duas ilustrações que representam Penépole no exercício de um dos seus ofícios. Nelas, podem ser identificados alguns dos elementos constitutivos do oikos e apontados outros a partir das investigações e reflexões históricas de Moses Israel Finley. Nessa perspectiva, analise as afirmações a seguir. I. Os thes eram trabalhadores especializados que realizavam serviços para o oikos, como carpinteiros, ourives, aedos, oleiros, sendo pagos normalmente pelas tarefas realizadas. II. Os demiurgos eram trabalhadores sem especialização e sem vínculo com o oikos, vivendo da vontade alheia para arranjar algum serviço em troca de comida, vestimenta e dormida. III. O chefe do oikos se voltava para as atividades políticas e guerreiras e a sua esposa se voltava para os afazeres domésticos e a administração da casa. IV. O celeiro era uma dependência do oikos, onde eram guardados todos os bens da família, configurando-se um processo de entesouramento. V. O sistema de dom e contra dom ou dádiva e contra dádiva configurava um sistema de trocas mercantis entre os oikos e os comerciantes estrangeiros (os bárbaros). VI. Os saques e pilhagens eram expedientes utilizados pelos chefes dos oikos para obtenção daquilo que não podiam produzir ou obter para suas casas. Apresenta características do oikos, no período Homérico, apenas o afirmado em

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.