Língua PortuguesaInterpretação de textosUnifil 2026
Pref Cianorte
Questão de Língua Portuguesa
CONCURSO PÚBLICO 001/2026 – PREFEITURA MUNICIPAL DE CIANORTE/PR Atenção: Confira seu cargo e leia todas as instruções constantes no seu Caderno de Questões 1. Seu caderno deve conter 40 (quarenta) questões, com 04 (quatro) alternativas, assim dispostas: Disciplina Língua Portuguesa Composição 01 a 05 6 a 10 11 a 15 16 a 20 21 a 40 após autorização. 5. O candidato só poderá sair da sala em definitivo após 1h (uma hora) do início da prova. 6. Ao deixar a sala definitivamente, não poderá utilizar o sanitário dos candidatos que ainda estão realizando prova, e só poderá levar o Caderno de Questões restando 1h (uma hora) para o final da prova. diferente das instruções serão anuladas. Caderno de Questões, se for o caso. 15. Caso algum candidato seja flagrado na tentativa de fraude, esse será automaticamente eliminado do Concurso, ainda sujeito a processo civil ou criminal. 16. Qualquer questionamento ou dúvidas devem ser feitos em voz alta ao fiscal. 17. Os 03 (três) últimos candidatos deverão sair juntos da sala, após a conferência e lacre do material da sala. 18. Aguarde a autorização do Fiscal para iniciar sua Prova. 2 Leia o texto para responder as questões. Chance de El Niño muito forte entre outubro e dezembro chega a 90%, diz agência climática dos EUA Aquecimento do Pacífico Equatorial acelerou desde julho. Agência dos EUA atualizou nesta quinta a projeção para a intensidade e a duração do fenômeno Por Roberto Peixot A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) atualizou nesta quinta-feira (13) a previsão para o El Niño deste ano e passou a estimar em 90% a chance de o fenômeno atingir uma intensidade muito forte nos próximos meses. No boletim anterior, publicado em 9 de julho, a agência calculava em 81% a probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro deste ano. Ainda de acordo com a NOAA, considerando as projeções atuais de temperatura do oceano, há 69% de chance do evento ficar entre os maiores registrados desde 1950. A nova projeção chega em um momento em que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial continua aumentando. O índice de temperatura supbsuperficial equatorial aumentou durante julho, refletindo um ano. Entenda: O El Niño e a La Niña são as duas fases do mesmo fenômeno climático, chamado ENOS (El Niño- Oscilação Sul). O El Niño é caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico equatorial. O fenômeno ocorre com frequência a cada dois a sete anos, tem duração média de doze meses e gera impacto direto no aumento da temperatura global. A La Niña é o oposto: um resfriamento dessas mesmas águas, com efeitos igualmente significativos, mas em direção contrária. Quando a NOAA divulgou seu último boletim mensal, em julho, o índice semanal da chamada região Niño 3.4, uma das principais áreas usadas para acompanhar a evolução do fenômeno, estava em +1,2°C. Na atualização das condições do oceano publicada em 10 de agosto, essa anomalia já havia chegado a +1,8°C. Em outras palavras, a temperatura nessa parte do Pacífico passou de 1,2°C para 1,8°C acima da média em cerca de um mês. O valor de +1,8°C já é considerado pela Climatempo, por exemplo, como compatível com um El Niño de forte intensidade. A NOAA, por sua vez, vinha descrevendo o fenômeno como um El Niño em fortalecimento, sem classificar oficialmente o episódio atual como forte no boletim mensal anterior. No Brasil, os efeitos do El Niño variam conforme a região e com a época do ano (atualmente, o pico previsto é entre novembro e janeiro). Historicamente, o El Niño costuma aumentar a chuva no Sul, o que pode elevar o risco de temporais e cheias. No Norte e em parte do Nordeste, o fenômeno tende a reduzir as precipitações e pode agravar períodos de seca. No Sudeste e no Centro-Oeste, os impactos podem ser mais irregulares, com calor mais frequente, pancadas mal distribuídas e mudanças no comportamento das frentes frias. A força do El Niño depende do quanto o Pacífico Equatorial vai aquecer nos próximos meses e, principalmente, de como a atmosfera vai responder a esse aquecimento. Para que o fenômeno ganhe intensidade, não basta o oceano ficar mais quente: é preciso que o sistema oceano-atmosfera passe a atuar de forma acoplada e persistente. Desde 2006, uma sequência de episódios de El Niño vem mudando cada vez mais o clima do planeta, que já está mais quente que no passado. Mesmo quando são considerados fracos ou moderados, esses eventos acontecem em um mundo aquecido e acabam aumentando o risco de extremos, como secas, enchentes e ondas de calor. Veja: • 2006–2007: El Niño fraco a moderado. • 2009–2010: El Niño moderado. • 2014–2016: El Niño muito forte, ligado a recordes de calor e extremos mais frequentes. • 2018–2019: El Niño fraco a moderado, mais curto e com impactos mais limitados. • 2023–2024: El Niño forte, um dos mais intensos já registrados, associado a novos recordes de calor. O que é o El Niño — e por que ele importa tanto O El Niño é um aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico na faixa próxima à linha do Equador. Ele faz parte de um ciclo natural do clima que alterna fases quentes (El Niño), frias (La Niña) e neutras — com impactos em várias regiões do planeta. Esse aquecimento muda a circulação da atmosfera e altera o padrão de chuvas e temperaturas em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos costumam ser desiguais: o Sul tende a ter mais chuva, enquanto áreas do Norte e do Nordeste podem enfrentar períodos mais secos. O fenômeno também influencia a temperatura global. Em anos de El Niño mais intenso, o planeta costuma registrar calor acima da média, somando-se ao aquecimento global. A intensidade varia de um evento para outro, assim como os impactos. E, com o planeta já mais quente, mesmo episódios moderados podem ter efeitos mais fortes do que no passado. Possíveis impactos no Brasil Historicamente, o El Niño altera o padrão de chuva e temperatura no país e causa: aumento de chuva no Sul, com risco maior de eventos extremos; redução de chuvas no Norte e em partes do Nordeste; mais irregularidade nas precipitações no Sudeste e Centro-Oeste; maior frequência de ondas de calor. Segundo especialistas, um dos principais efeitos esperados é o aumento de períodos prolongados de calor, especialmente na primavera e no verão. Mesmo com a alternância entre La Niña, neutralidade e El Niño, os cientistas destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator por trás das mudanças no clima. Com os oceanos já mais quentes do que a média histórica, a expectativa é de que os próximos meses sigam registrando temperaturas elevadas em várias regiões do planeta. Disponível em https://g1.globo.com/meioambiente/noticia/2026/08/13/chance-de-el-nino-muito-forte-entre-outubro-edezembro-chega-a-90percent-diz-agencia-climatica-dos-eua.ghtml
Com base no texto, qual é a ideia central defendida sobre o fenômeno climático do El Niño e sua relação com o atual cenário global?
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
