Língua PortuguesaEstratégias e tipos de argumentoFênix Instituto 2026
Pref Cerro Negro
Questão de Língua Portuguesa
Nem tudo precisa ser apaixonante Outro dia esbarrei novamente naquela frase que vive rodando pela internet: “faça só o que você ama”. E olha, eu até acho bonita, combina com um pôr do sol e uma música calma. Mas a vida real… bem, a vida real não funciona assim. E tudo bem. Não estou falando só de trabalho, que já vem com seu pacote completo de expectativas e responsabilidades. Estou falando das pequenas coisas, aquelas que ninguém posta no feed. Vou contar algo que sempre surpreende quem me conhece: eu não gosto de ler. Pois é. Não amo, não me acalma, não me deixa suspirando. Sou inquieto: ficar parado muito tempo me dá uma coceira invisível. Mas sabe o que acontece? Eu leio. Leio bastante, até. Porque eu descobri que não gostar de algo não significa que aquilo não tenha valor para mim. E isso vale para várias atividades da minha vida: passar roupa, malhar todo dia, arrumar as coisas… nada disso entra na categoria “amo fazer”. Mesmo assim, eu faço. Porque algumas tarefas fazem diferença, mesmo sem serem emocionantes. A gente vive uma época que insiste em transformar tudo em entusiasmo. Como se gostássemos de absolutamente tudo o que fazemos. Como se todo dia fosse incrível, produtivo e especial. Mas a verdade é bem mais simples: a rotina existe. E ela é feita de momentos animados, momentos neutros e alguns momentos que a gente só atravessa. E está tudo certo com isso. Nem toda tarefa precisa ser apaixonante para ser importante. Nem toda parte da vida precisa brilhar para valer a pena. Às vezes, a graça está justamente nesse equilíbrio entre o que encanta e o que apenas sustenta. No fim das contas, entre fotos bonitas e dias comuns, está a nossa vida com suas obrigações, seus prazeres e também suas pequenas resistências. E tá tudo bem não amar tudo. O importante é seguir, sem a cobrança de transformar cada passo em espetáculo. Autor: Marco Matos - GZH (adaptado).
Ao longo do texto, o autor constrói uma reflexão crítica acerca da valorização excessiva da ideia de que toda atividade deve ser apaixonante. Considerando o núcleo argumentativo desenvolvido, analise as assertivas: I. O texto questiona a noção contemporânea de que somente atividades emocionalmente gratificantes merecem ser realizadas. II. O autor defende que a ausência de prazer em determinadas tarefas compromete necessariamente sua importância para a vida pessoal. III. A reflexão central propõe a aceitação da rotina como parte constitutiva da experiência humana, sem a exigência permanente de entusiasmo. Das assertivas, pode-se afirmar que:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

