Língua PortuguesaVozes verbaisISET 2025
Pref Tucano
Questão de Língua Portuguesa
Os bárbaros Rodrigo Constantino Na batalha que marca a cena de abertura de Gladiador, um “diplomata” romano é enviado para negociar a rendição com os bárbaros da Germânia, mas sua cabeça é decepada e o líder dos bárbaros exibe o troféu enquanto grita. Quintus, então, fala com o general: “As pessoas deveriam saber quando foram conquistadas”. Maximus pergunta: “Você saberia? Eu saberia?”. E mais uma guerra assimétrica se inicia, com a vitória dos superiores romanos. Lembrei disso ao ver a reação dos nossos ministros supremos às investidas do governo americano. Trump tem um arsenal à sua disposição e deu alguns pequenos tiros de alerta para que o regime brasileiro possa capitular sem muito “derramamento de sangue”. Mas nossos bárbaros nunca sabem quando já foram conquistados. Vão cair atirando, vão lutar até o fim, como se pudessem salvar a própria pele. Segundo disse a velha imprensa, até mesmo partir para cima de ativos de empresas americanas estaria no radar de possíveis medidas para “retaliar” os americanos. Isso seria digno de Cuba ou Venezuela, e parece um ato desesperado de quem se encontra encurralado. Apostar contra o poderio de um império “estadunidense” nunca é sábio, mas os togados estão dispostos a dobrar a aposta. Vão perder, mas não sem antes causar enormes danos ao país. O grau de negação da realidade chega a patamares absurdos. Segundo a Folha de São Paulo, Alexandre de Moraes diz esperar que Trump revogue sanções contra ele, não se sabe com que base. Ao mesmo tempo, Moraes diz que bancos podem ser punidos se aplicarem sanções dos Estados Unidos a ativos brasileiros. No Metrópoles, a coluna de Paulo Cappelli diz: “EUA estudam tirar de Moraes acesso a companhias aéreas, hotéis e Apple”. A probabilidade maior é de mais sanções, mas Moraes, por algum motivo bizarro, aguarda uma revogação de suas sanções... Para tentar blindar Moraes, o STF resolveu peitar a Lei Magnitsky e determinar que ela não terá valor no Brasil. Em um só dia, como resultado, as ações dos bancos despencaram e perderam mais de R$ 40 bilhões de valor. Os ministros supremos querem o impossível, e colocam os bancos num dilema sem solução, pois ignorar o que vem da Ofac significaria sua ruína financeira. Pelo visto, o STF não liga e aceita ver o circo pegar fogo. É pura barbárie! Sempre dobrando a aposta, Moraes partiu para cima do pastor Silas Malafaia. É um estágio novo em nossa ditadura, que nos aproxima da Nicarágua: perseguição a líder religioso. Conversas particulares obtidas por meio da “pesca probatória” são vazadas para se criar constrangimento e tentar dividir a direita, isso enquanto a comunicação entre pai e filho, Jair e Eduardo Bolsonaro, continua proibida. Cautelares são aplicadas para todo lado, numa demonstração de poder abusivo. Todos ignorando a demanda básica de Trump: parar com a “caça às bruxas” contra o ex-presidente. O desabafo do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança é justo: “Antes tínhamos o problema de estar numa ditadura. Agora percebemos que é pior. É um bando de imbecis com poder absoluto”. Naturalmente, ele se refere a esta tentativa do STF de revogar a lei da gravidade. O deputado, sempre tão educado, perdeu a paciência. E não é para menos! A estupidez suprema vai custar cada vez mais caro para o Brasil. Dá para imaginar Moraes segurando a cabeça do diplomata americano que foi negociar os termos da rendição, gritando palavras de ordem e desafiando seus adversários. “As pessoas nunca sabem quando já foram conquistadas”. Não há como vencer essa guerra. Trump nem começou a atirar ainda. E está determinado a impedir uma nova Venezuela no continente. Os Estados Unidos estão inclusive enviando tropas para a região. Desafiar seu poderio não é muito inteligente. Mas nossos bárbaros não ligam, e vão causar estragos gigantescos nesse processo de “retaliação”. Enquanto isso, cada vez mais gente que até aqui hibernava vai despertar e se dar conta de que não é viável manter essa postura. Justificaram os abusos supremos, pois seu alvo era o bolsonarismo, mas agora se deram conta de que todos serão atingidos. Os banqueiros que o digam! Até quando o país vai suportar isso? Quanto tempo mais dá para bancar o custo Moraes? Não faz muito sentido o sistema entregar a cabeça de Moraes aos americanos e recuar na caça às bruxas a Bolsonaro, para finalmente ter paz? Fonte: https://revistaoeste.com/revista/edicao-284/os-barbaros/
Leia as afirmações abaixo sobre os elementos constitutivos do Texto I e, depois, analise o que se pede. I. No fragmento “E mais uma guerra assimétrica se inicia, com a vitória dos superiores romanos.” (1º par.), houve um uso de Voz Passiva Sintética. II. Em “Vão cair atirando, vão lutar até o fim, como se pudessem salvar a própria pele.” (2º par.), o elemento em destaque se trata de um índice de indeterminação do sujeito. III. Na passagem “Isso seria digno de Cuba ou Venezuela, e parece um ato desesperado de quem se encontra encurralado.” (3º par.), o pronome em destaque, por causa da partícula atrativa “quem”, foi obrigatoriamente colocado na posição enclítica. IV. No excerto “Segundo a Folha de São Paulo, Alexandre de Moraes diz esperar que Trump revogue sanções contra ele, não se sabe com que base.” (4º par.), o fragmento destacado se encontra na Voz Passiva Sintética cuja reescrita para a forma Analítica equivale a “não é sabido com que base”. Segundo a norma-culta e o emprego textual, pode-se dizer que está correto o que se afirmou acima em:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


