Questões de Artes e Música · INEP (ENEM)

Artes e MúsicaHistória da arte e movimentos artísticosINEP (ENEM) 2021

ENADE

Questão de Artes e Música

LEÓN-PORTILLA, M. A Visão dos Vencidos. A tragédia da conquista narrada pelos Astecas. Col. L&PM História. Série: Visão dos Vencidos, vol. 2. 1. ed. Porto alegre, 1985. p. 99 (adaptado). Considerando que León-Portilla recupera testemunhos indígenas em um esforço de ampliar as fontes por meio das quais se analisa a conquista espanhola da América, discorra sobre a importância da ampliação de fontes para a compreensão desse período da história da América. (valor: 10,0 pontos) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Área livre 14 HISTÓRIA QUESTÃO DISCURSIVA 04 *r16202115* As imagens do Museu Nacional do Rio de Janeiro consumido pelas chamas, que circularam por todo o Brasil em 2018, infelizmente, não são uma exceção. Incêndios são os grandes vilões do patrimônio cultural brasileiro, como aponta um especialista em gestão de risco do Centro Internacional para o Estudo da Preservação e Restauração do Patrimônio Cultural, na Itália: “os incêndios são um grande fator de risco para museus não só no Brasil, mas em todo o mundo, pela combinação de fatores como grande quantidade de materiais orgânicos inflamáveis e falta de estrutura e de manutenção em prédios históricos antigos, além de legislação inadequada, gestores com curto período de mandato e descaso com a cultura. A soma final resulta em desastres incalculáveis como este.” Disponível em: https://veja.abril.com.br/brasil/incendios-destroem-um-patrimonio-cultural-por-ano-no-brasil/. Acesso em: 3 dez. 2018 (adaptado). Com base no texto apresentado, faça o que se pede nos itens a seguir. a. Explique a importância da preservação do patrimônio cultural brasileiro para a sociedade. (valor: 5,0 pontos) b. Proponha duas políticas públicas que possam contribuir com a preservação dos patrimônios culturais brasileiros. (valor: 5,0 pontos) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Área livre HISTÓRIA 15 *r16202116* QUESTÃO DISCURSIVA 05 Em uma pesquisa do Projeto jovens e a história no Mercosul, foi investigada a opinião de jovens brasileiros, argentinos e uruguaios sobre a história recente de seus respectivos países. Nela, os pesquisadores apontaram a recorrência, entre os jovens brasileiros, de posições em que afirmaram que a ditadura teve aspectos negativos e positivos. Nesse ponto, distinguiram-se dos jovens argentinos e uruguaios, que condenaram e rejeitaram as ditaduras e tudo o que remetia a esse conceito. Em seus apontamentos, os pesquisadores salientaram os perigos dessa flexibilização das críticas em relação ao período ditatorial no Brasil e reforçaram a importância de um trabalho de ensino-aprendizagem com as próximas gerações. Sobre os governos militares - médias por país

Figura da questão (imagem do caderno de prova)Figura da questão (imagem do caderno de prova)

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Não levavam em Geraram crises conta a opinião do econômicas e direitos humanos povo aumentaram a dívida -0,39 -0,41 Mantiveram a Foram importantes ordem social e para defesa da promoveram o soberania desenvolvimento econômico pública Brasil Argentina Uruguai DUARTE, G. R.; CERRI, L. F. Politização e consciência histórica em jovens brasileiros, argentinos e uruguaios. Revista Diálogos, Maringá, v. 16, 2012. p. 248. Suplemento especial (adaptado). Com base no texto e no gráfico apresentados, discorra sobre a relação entre a justiça de transição no Brasil e a memória coletiva. (valor: 10,0 pontos) 16 HISTÓRIA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Área livre *r16202117* HISTÓRIA 17 *r16202118*

Os retratos Fayum são pintados sobre madeira ou linho e sua produção é mais concentrada entre os séculos I e III d.C. Os pintores eram egípcios de origem grega ou romana. Essas obras foram encontradas no final do século XIX na província de Fayum ao sul de Mênfis e Cairo. São retratos de uma classe média urbana profissional – professores, soldados, atletas, sacerdotes serapi, mercadores e floristas. Eventualmente sabemos seus nomes – Aline, Flaviano, Isaro, Claudine. Foram encontrados em necrópoles, pois eram pintados para serem anexados à múmia da pessoa retratada quando ele ou ela morresse, diferentemente da figura egípcia da época faraônica, que estava eternamente de perfil para garantir a perfeita continuação da vida após a morte. Nenhum daqueles que encomendavam os retratos, nem aqueles que os pintavam, jamais imaginaram que seriam vistos pela posteridade. Essas imagens destinavam-se a serem enterradas sem um futuro à vista. Pintor e modelo, vivos no momento da pintura, colaboravam em uma preparação para a morte, preparação que asseguraria a sobrevivência. Pintar era nomear, e nomear era garantia dessa continuidade.

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

BERGUER, J. P. Os retratos Fayum. In: Bolsões de resistência. Barcelona: Ed. Gustavo Gili, 2004. p. 47-53 (adaptado). Acerca das transformações da sociedade egípcia, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A frontalidade do rosto e a representação do indivíduo presentes nos retratos mortuários de Fayum são a expressão visual do contexto histórico egípcio entre os séculos I e III d.C. PORQUE II. Os retratos de Fayum expressam uma mudança com a estética perfilada do período faraônico, o que demonstra a ascensão das classes médias egípcias na época ptolomaica. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.