Língua PortuguesaInterpretação de textosDIRENS Aeronáutica 2022
AFA
Questão de Língua Portuguesa
dicionário Novo Aurélio Século XXI: exílio (z). [Do lat. exiliu.] S. m. 1. Expatriação, forçada ou voluntária; degredo, desterro. 2. O lugar onde reside o exilado. 3. Fig. Lugar afastado, solitário, ou desagradável de habitar. Sobre a possibilidade de interpretação desses sentidos nos textos I, II, III e IV desta prova, assinale a alternativa INCORRETA. a) No texto I, Pero Vaz de Caminha, na descrição da terra em que se encontra, caracteriza-a como “Lugar afastado, solitário, ou desagradável de habitar”. b) No texto II, o “lugar onde reside o exilado” está marcado pelo advérbio “cá”. c) No texto III, não são encontradas evidências de que o eu lírico esteja passando por uma situação de exílio conforme definida pelo Dicionário. d) Considerando os substantivos “fuzil”, “mira”, “bornal” e “cantil”, pode-se inferir que o exílio do eu lírico do texto IV é um lugar “desagradável de habitar”. O que mais a impressionou no passeio foi a miséria geral, a falta de cultivo, a pobreza das casas, o ar triste, abatido da gente pobre. Educada na cidade, ela tinha dos roceiros ideia de que eram felizes, saudáveis e alegres. 5 Havendo tanto barro, tanta água, por que as casas não eram de tijolos e não tinham telhas? Era sempre aquele sapé sinistro /.../. Por que ao redor dessas casas não havia culturas, uma horta, um pomar? Não seria tão fácil, trabalho de horas? /.../ Mesmo nas fazendas, o espetáculo 10 não era mais animador. Todas soturnas, baixas, quase sem o pomar olente e a horta suculenta. /.../ E todas essas questões desafiavam a sua curiosidade, o seu desejo de saber, e também a sua piedade e simpatia por aqueles párias, maltrapilhos, mal alojados, talvez com fome, 15 sorumbáticos!... /.../ aproveitou a ocasião para interrogar a respeito o tagarela Felizardo. Olga encontrou o camarada cá embaixo, cortando a machado as madeiras mais grossas; /.../ Ela lhe falou. 20 – Bons dias, sá dona. – Então trabalha-se muito, Felizardo? – O que se pode. /.../ – É grande o sítio de você? 25 – Tem alguma terra, sim senhora, sá dona. – Você por que não planta para você? – Quá, sá dona! O que é que a gente come? – O que plantar ou aquilo que a plantação der em dinheiro. 30 – Sá dona tá pensando uma coisa e a coisa é outra. Enquanto planta cresce, e então? Quá, sá dona, não é assim. /.../ – Terra não é nossa... E frumiga?... Nós não tem 35 ferramenta... isso é bom pra italiano ou alamão, que governo dá tudo... governo não gosta de nós... (BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: O Estado de São Paulo / Klick Editora, 1997, p. 97-98.)
- Num trecho do texto V, Felizardo faz a seguinte afirmação: “– Sá dona tá pensando uma coisa e a coisa é outra”. (•. 30) Considerando o trecho e todo o texto de Lima Barreto, assinale a alternativa INCORRETA.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
