Língua PortuguesaReescrita de frases e equivalência de sentidoInstituto AVALIA 2024
SENAPPEN
Questão de Língua Portuguesa
Nilson Lattari O pensamento é uma forma de prisão. A afirmação pode parecer contundente, despropositada, oportunista. Ela pode ser tudo isso, e sim, ela pode ser tudo isso. Andar na contramão dos outros, pensar diferente em uma roda de amigos, ouvir conversas e aquela vontade de intervir, dizer que não é bem isso. Confessar que não se sabe muito sobre o assunto. Mas, seguramente, quando ouvir o que não faz nenhum sentido torna os nossos pensamentos grades onde nos confinamos. É doce a liberdade de saber. Mas existe uma inveja em não saber nada, viver dos próprios pensamentos e conclusões e a partir do momento que perdemos tempo em nossas vidas para aprender, em vez de nos dar liberdade de entender o mundo, nos tornamos prisioneiros em buscar o sentido que o mundo deveria ter e não tem. Entender o mundo é uma tentativa vã de causar um desentendimento dentro de nós mesmos. Este desentendimento se traduz quando nos sentimos deslocados e nos confinamos em uma bolha, achando que estamos livres, mas estamos presos dentro de nós mesmos. O mundo, hoje, é aberto a qualquer tipo de pensamento, o livre pensar faz parte do princípio de liberdade dos povos. Depois de tantas lutas, e quando, finalmente, o mundo pode se comunicar por inteiro, nós nos perguntamos: o que fizemos da liberdade que conseguimos? A liberdade é doce, mas precisamos, algumas vezes, fazer dieta. Torna-se muitas vezes perigoso demonstrar um pensamento que traz coerência para nós e deveria fazer sentido para muitos. Mas a coerência também perdeu a batalha e, assim como a liberdade, cada um tem a sua. A prisão dos pensamentos só faz sentido para os prisioneiros. Há um isolamento espontâneo, procurado, porque, assim como no mito da caverna, é mais confortável acreditar nas sombras e aceitar o sentido que elas nos dão do que sair e encontrar a luz. A escuridão traz o conforto e o sono, a luz traz a obrigação de ver, sentir e sofrer com ela. A luz do sol nos traz calor e queimaduras, e nenhuma sombra para abrigar. Haverá coerência em sofrer para viver sob o sol? A questão é que o prisioneiro faz perguntas para tentar sair da prisão, e os livres querem as respostas, desde que não precisem sair na luz do sol. Fonte: https://ofolhademinas.com.br/materia/39368/coluna/a-prisaode-pensamentos.
“Depois de tantas lutas, e quando, finalmente, o mundo pode se comunicar por inteiro, nós nos perguntamos: o que fizemos da liberdade que conseguimos?” O trecho apresentado foi reescrito de várias maneiras, com alterações em sua estrutura e pontuação. Assinale a alternativa cuja forma reescrita mantém o sentido original e encontra-se totalmente de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

