Questões de Língua Portuguesa · IBAM

Língua PortuguesaRegênciaIBAM 2026

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Questão de Língua Portuguesa

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 6 a 10. Urbanismo afetivo traz emoção humana e conexão social às cidades As melhores cidades não são apenas inteligentes ou verdes, mas também humanas Os espaços urbanos não são constituídos apenas por infraestrutura física; estão ali incluídas de forma indissociável as paisagens emocionais, formando ambientes onde as pessoas experimentam a vida quotidiana. O urbanismo afetivo é um conceito que traz a emoção humana, a memória e a conexão social como pontos centrais para o desenho urbano. Desafia a ideia de que as cidades devem ser movidas principalmente pela eficiência da operação e pela economia, ressaltando a importância da forma como as pessoas se sentem. Na sua essência, o urbanismo afetivo consiste em projetar cidades que alimentem um sentimento de pertencimento, segurança e empatia. Esses espaços não surgem por acaso, são o resultado de escolhas intencionais de desenho da cidade que priorizam a experiência humana. A proposta vai além da estética ou da eficiência do planejamento urbano. Trata-se de pensar a cidade como um espaço de relações humanas, onde o afeto, o pertencimento e a empatia ocupam lugar central no projeto das áreas públicas. Dessa forma, uma das características mais importantes do urbanismo afetivo é a criação de áreas públicas de qualidade, que promovam a saúde, a felicidade e a conexão entre as pessoas, garantindo que os espaços públicos reflitam a identidade e a cultura locais. Outro pilar relevante do urbanismo afetivo é o reconhecimento da diversidade. A cidade que acolhe é aquela que respeita as diferenças de idade, gênero, classe social, etnia, cultura e modos de vida. É aquela que oferece mobilidade segura para crianças e idosos, espaços públicos que respeitam e incluem pessoas com deficiência, e onde seja possível possibilitar moradia digna para todos. A construção de uma cidade afetiva também passa pela escuta ativa da população. A participação cidadã deve deixar de ser mera formalidade e se tornar instrumento efetivo de cocriação dos espaços urbanos. A afetividade nasce do envolvimento. Quando a comunidade contribui para pensar, desenhar e cuidar da cidade, ela se apropria do espaço, gera pertencimento e, com isso, respeito e zelo. Além disso, o urbanismo afetivo está profundamente conectado com a memória coletiva. Cada rua tem um passado, cada praça tem lembranças que não cabem em plantas arquitetônicas, mas moldam o imaginário, o afeto, e ampliam a sensação de pertencimento. Exemplos do mundo real mostram o valor do urbanismo afetivo. Em Mendellín, na Colômbia, outrora marcada pela violência, a cidade investiu em teleféricos, bibliotecas e parques em bairros de baixa renda. Estas intervenções não só melhoraram a mobilidade, mas também restauraram a dignidade e o orgulho. Em Copenhague, a famosa cultura da bicicleta da cidade não se trata apenas de transporte, mas de criar ruas calmas e centradas nas pessoas, que reduzem o estresse e promovem a interação social. Barcelona introduziu o conceito dos "superblocos": áreas da cidade onde o tráfego de carros é restringido, dando lugar a calçadas alargadas, áreas verdes, bancos, ciclovias e espaços para encontros e brincadeiras. 4 Criticamente, o urbanismo afetivo também envolve ouvir vozes marginalizadas. Nem todos vivenciam a cidade da mesma maneira. Para as mulheres, as crianças, os idosos e as minorias, o ambiente urbano pode muitas vezes parecer inseguro ou excludente. O desenho afetivo significa garantir que estes grupos não sejam apenas consultados, mas ativamente envolvidos na formação do espaço público inclusivo. Em essência, o urbanismo afetivo oferece uma estrutura para a compreensão da cidade como um espaço dinâmico de experiência emocional e sensorial, reconhecendo o papel crucial que os afetos desempenham na formação da vida urbana e das relações sociais. Numa época em que as cidades enfrentam desafios complexos −de alterações climáticas à desigualdade− o urbanismo afetivo oferece uma visão esperançosa. Lembra-nos que as melhores cidades não são apenas inteligentes ou verdes, mas também humanas. São lugares onde as pessoas podem florescer emocional e economicamente. São cidades que não apenas nos servem, mas também nos abraçam e nos acolhem. https://secovi.com.br/urbanismo-afetivo-traz-emocao-humana-e-conexao-social-as-cidades/

(Correta: B) "Na sua essência, o urbanismo afetivo consiste em projetar cidades que alimentem um sentimento de pertencimento, segurança e empatia. Esses espaços não surgem por acaso, são o resultado de escolhas intencionais de desenho da cidade que priorizam a experiência humana." Com base na regência verbal e nominal, marque com (V) as afirmativas verdadeiras ou com (F) as falsas. (__)O verbo 'priorizar' é intransitivo no trecho, pois 'a experiência humana' é circunstância, não objeto da ação. (__)O verbo 'consistir' admite regência direta nesse contexto, podendo-se suprimir a preposição 'em' sem alteração de sentido. (__)O vocábulo 'sentimento' pode exigir complemento introduzido pela preposição 'de', que especifica seu conteúdo, e também pode reger a preposição 'por', indicando o alvo ou destinatário do sentimento, como em 'Ela nutre um enorme sentimento por ele'. (__)O 'que', em 'que alimentam' refere-se à regência do verbo 'projetar', que atua como transitivo direto. (__)O verbo 'surgir' atua como verbo de ligação, acrescentando ao sujeito o predicativo 'são o resultado de escolhas intencionais de desenho da cidade'. Assinale a alternativa que apresenta a sequência que preenche corretamente os itens acima.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.