Língua PortuguesaEmprego e classificação do "que" e do "se"IPPEC 2021
Pref Diamante DOeste
Questão de Língua Portuguesa
A complexidade da educação escolar. Rosely Sayão, www.uol.com.br, 24/03/2017. Recebi duas correspondências de mães de dois jovens que se dedicaram com afinco a estudar para o vestibular. Uma delas anunciou que seu filho finalmente conseguiu classificação para matricular-se em uma universidade pública reconhecida, que ele tanto almejava. Agora ela quer saber o que pode fazer para ajudar o filho nessa nova fase da vida. A outra mãe não sabe como agir porque seu filho não atingiu classificação para a universidade pública, mas passou em uma universidade privada, que ela considera boa e cuja mensalidade a família pode pagar. No entanto, o jovem se recusa a fazer a matrícula porque considera humilhante obter um diploma de graduação nessa universidade depois de cursar o ensino médio em uma escola muito bem avaliada. Essa mãe quer convencer seu filho a mudar de opinião para não desperdiçar um ano de estudos. Esses dois depoimentos nos dão um retrato de como nossos equívocos a respeito da avaliação que fazemos sobre o ensino público e o ensino privado têm reflexo nos mais novos. Criamos uma verdadeira contradição nesse sentido. De modo geral, a classe média optou por colocar seus filhos durante o ensino básico em escolas particulares: desde as famílias mais abastadas, que conseguem pagar as caríssimas mensalidades de algumas escolas consideradas “as melhores” por diversos motivos, até famílias mais simples, que vivem com orçamento apertado e conseguem escolas particulares com mensalidades bem mais em conta. O que importa é que, independentemente do projeto pedagógico da escola, do empenho e do compromisso de seus docentes, da didática utilizada, decidimos valorizar o ensino básico privado e, consequentemente, desvalorizar o público, com raras exceções. Pode não parecer, mas tal atitude gera muitas consequências para a educação do país: a classe média não se importa com as políticas públicas em educação, a imprensa se ocupa muito mais com o que acontece nas escolas privadas e ressalta as mazelas das públicas, e a boa educação escolar segue como privilégio de classe. O curioso é que a lógica aplicada se inverte no ensino universitário: a mesma classe média passa a valorizar o ensino público e a desvalorizar a maioria do privado. Que raciocínio é esse? Com ele, criamos distorções importantes. Famílias enfrentando problemas financeiros que poderiam transferir os filhos para escolas públicas escolhem continuar nas particulares, mesmo inadimplentes, por exemplo, sem falar da imagem que passamos aos mais novos. Até quando vamos sustentar a complexidade que é a educação escolar com essa equação tão simplista?
Observe a palavra “que” nestes dois períodos: 1- “O curioso é que a lógica aplicada se inverte no ensino universitário”. 2- “Seu filho finalmente conseguiu classificação para matricular-se em uma universidade pública reconhecida, que ele tanto almejava”. No primeiro período, “que” é uma conjunção, pois inicia uma oração subordinada em relação à oração principal. No segundo período, “que” é um pronome relativo, pois se refere a um termo anterior (universidade) e corresponde ao pronome relativo as quais. A palavra sublinhada também é um pronome relativo em todas as alternativas a seguir, EXCETO em:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
