Questões de Língua Portuguesa · Instituto JK

Língua PortuguesaGêneros literáriosInstituto JK 2026

Pref S J de Ribamar

Questão de Língua Portuguesa

IA na Educação: potencialidades, desafios e caminhos inadiáveis “A mudança, todos sabemos, é irreversível. Só conseguiremos restaurar-lhe a harmonia se construirmos uma educação que a aceite, a ilumine e a conduza em sentido humano”. O pensador Anísio Teixeira, precursor do conceito de educação integral no país, já refletia sobre isso em 1963, em “Mestres de Amanhã”, quando alertava para as ansiedades e esperanças em torno de uma escola atravessada pela “explosão contemporânea dos conhecimentos, com o desenvolvimento da tecnologia e com a extrema complexidade consequente da sociedade moderna”. Passadas seis décadas, suas palavras ecoam com ainda mais força diante da chegada irreversível da Inteligência Artificial (IA). Quais são, então, os antigos e novos desafios que se abrem para a educação brasileira? A questão não é mais se devemos ou não adotar a IA, mas como a educação pode assumir um papel ativo em garantir que sua presença seja ética, inclusiva e promotora do bem comum. O mundo do trabalho já dá sinais de que o impacto da IA é profundo e desigual. No Brasil, 76,6% dos profissionais acreditam que a IA substituirá seus empregos (CNN Brasil, 2025). Nos EUA, jovens de 22 a 25 anos em ocupações expostas à IA generativa — como atendimento ao cliente e programação simples — registraram queda relativa de 13% no emprego desde sua adoção (Brynjolfsson, Chandar & Chen, 2025). São indícios de que os impactos recaem de forma mais aguda sobre os trabalhadores em início de carreira e em funções mais automatizáveis. Há sinais de que a sociedade deseja construir outros rumos. Pesquisa nacional do Observatório Fundação Itaú e Datafolha mostra que mais de 80% dos brasileiros acreditam que estudantes e professores devem aprender a usar a IA de forma consciente e responsável, e que a tecnologia pode apoiar diretamente o aprendizado. Mas o país precisa investir nas condições para que a escola se torne muito mais do que mero local de consumo passivo de ferramentas digitais. De acordo com a recém-divulgada Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis 2024), coordenada pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), 64% dos professores brasileiros afirmaram não ter o conhecimento e as habilidades necessárias para ensinar com IA e 60% disseram que suas escolas não possuem a infraestrutura necessária para o uso dessa tecnologia. Na prática, isso exige valorizar, profundamente, o trabalho docente. Com professores bem formados para a supervisão humana, em escolas e redes com infraestrutura e suporte adequados, a IA pode apoiar avaliações, diagnósticos, planos de aula e estudos personalizados, desburocratizando tarefas repetitivas e sem retirar o que é insubstituível: vínculos, mediação e atenção individualizada. A presença da IA transforma, mas não substitui a docência — ao contrário, torna ainda mais evidente o valor da mediação humana no processo educativo. É na relação entre pessoas, na escuta e na convivência que o desenvolvimento humano se realiza. Patricia Mota Guedes, Superintendente do Itaú Social Disponível em: https://anuario.todospelaeducacao.org.br

Durante o planejamento de uma sequência didática, um grupo de professores discutia quais aspectos deveriam ser destacados para que os estudantes compreendessem as particularidades do texto literário em relação aos demais textos presentes nas práticas sociais de linguagem. Com base nos estudos literários, assinale a alternativa que apresenta o aspecto que melhor distingue o texto literário dos demais textos.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.