Língua PortuguesaProgressão textual e organização de parágrafosLegalle 2026
Pref Quevedos
Questão de Língua Portuguesa
A equidade de gênero e o combate à fome no Brasil Entre 2022 e 2023, a insegurança alimentar e nutricional (lAN) diminuiu 85% no País. Essa é uma das conclusões do relatório O estado da segurança alimentar e nutricional no mundo 2024. O resultado foi celebrado por representantes do Poder Público e da sociedade civil interessada no tema, sobretudo se se considera que em 2023 a IAN nas formas grave e moderada afetou mais de 2,3 bilhoes de seres humanos. Entretanto, esse desempenho deve ser comemorado com ressalvas. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 27,6% das famílias residentes no País conviveram com algum grau de IAN em 2023; e, dentre eslas, 59,4o/o eram chefiadas por mulheres e 40,60/o, por homens uma diferença de 18,8%. A - situação é preocupante, pois naquele ano 51,7%o dos domicílios eram liderados por mulheres e 48,37", por homens uma diferença de 3,4o/o. Os números demonstram que, assim como em outros países, no Brasil ainda predomina a falta de equidade. Uma das principais causas do problema são os óbices a políticas de inclusão das mulheres relacionadas ao acesso a trabalho e a renda, condicionantes do consumo de A regular alimentos. despeito disso, nas últimas décadas o Estado brasileiro tem concebido e implantado políticas públicas que, centradas na inclusão das mulheres, se tornaram referência internacional no combate à IAN. No caso do Programa Bolsa Família, por exemplo, os benefícios são concedidos prioritariamente à mulher; e, quando possível, ela deve ser indicada como responsável pela unidade familiar no ato do cadastramento, além de ser titular de conta bancária especial para receber os benefícios financeiros do programa. Outra política pública fundamental é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que incentiva a compra de alimentos diretamente da agricultura familiar, com atenção especial a produtos cultivados por mulheres. '14.660/2023, Isso é reforçado pela Lei no a qual estabelece que grupos formais e informais de mulheres da agricultura familiar devem ter prioridade na aquisição de alimentos para a merenda escolar. Por sua vez, a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural inclui ações específicas para mulheres rurais, oferece capacitação e apoio técnico, estimula as mulheres a adotarem práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, com o intuito de aumentar a produção de alimentos e, por consequência, a segurança alimentar e nutricional de suas famílias. Técnicos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) argumentam que a indicação de uma mulher como responsável familiar no ato da inscrição ou da atualização de registros no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadUnico) estimula a autonomia financeira feminina, em especial a partir do momento em que sua família passa a ser alvo de programas executados pelo MDS com base nesse registro público. Segundo uma pesquisa da Fundação João Pinheiro realizada em 2012, famílias lideradas por mulheres ganhavam em média 16% menos que as chefiadas por homens; apesar disso, constatou-se que as mulheres dão prioridade aos gastos coletivos e à qualidade das condições estruturais do domicílio os dispêndios per - capita com saúde e nutrição giraram em torno de 107,21 reais contra 90,27 reais nos domicílios chefiados por eles. Relativamente à escolha alimentar, autores sustentam que as mulheres geralmente têm maior conhecimento nutricional que os homens. Por sua vezt pesquisas nacionais que utilizam marcadores de consumo alimentar saudável e não saudável demonstram que os homens têm ao de maior propensão consumo sal, refrigerantes e carnes gordurosas, ao passo que as mulheres tendem a ingerir mais frutas, hortaliças, leites e derivados. Estas são algumas das evidências de que políticas públicas que concedem benefícios financeiros a mulheres melhoram as condições de SAN de suas famílias. Adaptado de: CARNEIRO, C. B.; TROMBKA,I.; PINTO, H. T. V. S. Equidade e inclusão feminina: a atuação do Congresso Nacional no contexto das políticas nacionais e internacionais de combate à fome. Revista de Informação Legislativa: RIL, Brasília, DF, v. 63, n.249,2026.
Considerando a organização das ideias, os recursos argumentativos e os sentidos construídos ao longo do texto, analise as partes que seguem: 0'pafld. O parágrafo fína/exerce função expositiva, sem retomar ou foftalecer o posicionamento defendido no texto. A e-partd estrutura textual organiza-se a partir da de um apresentação problema socía/, seguida da exposição de causas, exemplos de políticas públicas e evidências que sustentdm a argumentação. ê!gaf!e). A redução da insegurança alimentar no Brasil é apresentada, no texto, como um avanÇo relevantg mas insuficiente para elimínar desígualdades estruturaís entre homens e mulheres. Pode-se afirmar que
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
