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Questões de Língua Portuguesa · FAUEL

Língua PortuguesaAdjunto adverbialFAUEL 2016

Pref Maringá

Questão de Língua Portuguesa

TEXTO Moinho de sonhos João Anzanello Carrascoza A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam. Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante. Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira - um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau. Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes. De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho. Começaram a se misturar: - Deixa eu brincar com seu cavalo? - pediu Sancho. - Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso. Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia. Avançaram na entrega: - Tá vendo aquele moinho gigante? - apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar. - Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho. - Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro. Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar: - Tá vendo o castelo ali? - apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda. - E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? - propôs Alonso. - Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão. - Temos de crescer primeiro. - Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! - disse Alonso. - Vamos! - concordou Sancho. Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles. Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho. (Disponível em< http://revistaescola.abril.com. br/fundamental-1/moinho-sonhos-634183.shtml> Acesso em: 13 de dezembro de 2015) 01. Considerando as afirmações abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F), assinale a alternativa correta: ( ) O homem e a mulher deram trabalho na aldeia das oliveiras quando chegaram com o menino. Decidiram ficar no local já que havia trabalho em abundância. ( ) No texto, o sentido da palavra vicejar é brotar; e o sinônimo da palavra proeza é façanha. ( ) Rocinante era o nome do cabo de vassoura cujo dono era Sancho, filho de outra colhedeira que também trabalhava no moinho. ( ) “Avançaram na entrega”, para o autor, os garotos entregavam seus brinquedos aos poucos. ( ) Na expressão “Vigiavam-se”, houve reciprocidade na ação dos personagens. a) V; F; V; F; V. b) V; F; F; V; F. c) F; F; V; V; F. d) F; V; F; F; V. 02. Os conectivos “embora” e “logo”, destacados abaixo, estabelecem as relações lógico-semânticas, respectivamente, de: “Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.” a) Comparação e conclusão. b) Concessão e conclusão. c) Causalidade e finalidade. d) Oposição e finalidade. 03. Nos trechos abaixo, o autor utilizou dois pontos (:). Sobre o uso do sinal de pontuação mencionado, é correto afirmar: 1

Assinale a alternativa que apresenta as mesmas funções sintáticas das expressões em destaque “o homem ia ao lado, a pé”:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.