Questões de Língua Portuguesa · UFPel-CES

Língua PortuguesaInterpretação de textosUFPel-CES 2015

UFPEL

Questão de Língua Portuguesa

Cargo: Médico/ Área: Intensivismo Adulto/Classe E-101 Verifique, nos espaços devidos do CARTÃO-RESPOSTA, se o número de controle é o mesmo que está ao lado do seu nome na folha de chamada. Caso o número de controle não corresponda ao que está nessa folha, comunique imediatamente ao fiscal de prova. Não se esqueça de assinar seu nome no primeiro retângulo. Marque as respostas das questões no CARTÃO-RASCUNHO, a fim de transcrevê-las com caneta esferográfica azul ou preta, de ponta grossa e corpo transparente, posteriormente, no CARTÃO-RESPOSTA. Ao transcrever suas respostas para o CARTÃO-RESPOSTA, preencha completamente o alvéolo, como indicado na figura, . Nunca assim de ter sua questão anulada. , pois você corre o risco Não pergunte nada ao fiscal, pois todas as instruções estão na prova. Lembre-se de que uma leitura competente é requisito essencial para a realização da prova. Não rasure, não amasse nem dobre o CARTÃO-RESPOSTA, para que ele não seja rejeitado. Leia o o fragmento de texto abaixo para responder as questões 01 a 04. Abismos Ninguém está livre de tentações absurdas. De, subitamente surpreender a si mesmo com um ato inexplicável ou ceder à sedução do abismo. Uma pessoa “normal”, seja isto o que for, resiste às tentações. O ato doido imaginado nunca passa disso, imaginação. Ou então seu mergulho no abismo é um gesto solitário, sem efeitos colaterais. O moço que jogou aquele avião contra as montanhas na França (até o momento em que escrevo não apareceu nenhuma outra explicação para 5 a tragédia) levou 150 pessoas com ele para seu abismo particular. Ele teria problemas psicológicos, mas nada que o impedisse de comandar um avião, segundo a Lufthansa. Pelo menos para a Lufthansa, ele era uma pessoa “normal”. Só se pode especular sobre a sua ação. Como não tinha como prever a saída do piloto do seu lugar, ele provavelmente não havia planejado fazer o que fez. De repente, se viu sozinho na cabine de comando, com o avião nas suas mãos. Talvez tenha se autoinebriado com a enormidade do que poderia realizar. Cento e cinquenta pessoas, 150 destinos – 10 nas suas mãos. Não seria uma simples destruição, mas um suicídio compartilhado, uma obliteração em massa. Nos poucos momentos que durou a queda induzida do avião, ele deve ter se sentido como um deus, todo-poderoso e sem remorso. Mas sabe-se que sua respiração não se alterou durante a queda. Ele foi “normal” até o fim. [...]

As palavras “autoinebriado” (linha 9) e “obliteração” (linha 10) podem ser substituídas no texto, sem prejuízo do sentido e fazendo os devidos ajustes linguísticos, respectivamente, pelas palavras:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.