Língua PortuguesaTipologia textualPLANEXCON 2021
Consórcio PCJ
Questão de Língua Portuguesa
A Permanente Transformação As máquinas estão a tal ponto presentes em nosso dia a dia que mal percebemos o quanto se acham integradas ao mundo em que vivemos. Sem elas, não existiria a maioria dos produtos que consumimos ou utilizamos, grande parte de nossas tarefas não poderia ser executada, nosso lazer seria diferente e novas máquinas não sairiam da prancheta dos projetistas. As máquinas influenciam desde a maneira como utilizamos nosso tempo até o modo como desenvolvemos nossas atividades profissionais, domésticas, escolares e sociais. De certa forma, as máquinas dão a impressão de que tornam nossa vida mais simples, eficiente e agradável, e de que sem elas o cotidiano perderia todo o sentido. Automóveis, telefones e televisores, por exemplo, são cada vez mais indispensáveis em nossa rotina diária. Por outro lado, sua existência também nos acarreta sérios problemas, como a poluição do ar, causada em grande parte pelos automóveis, e a dos rios, decorrente sobretudo do lançamento de resíduos industriais nas suas águas. Ao pensar sobre isso, você com certeza se lembrará de muitos outros exemplos da utilização das máquinas em nossa realidade, e provavelmente achará difícil imaginar a vida sem elas. Entretanto, a sociedade nem sempre viveu como hoje, e o acontecimento histórico que inaugurou esse novo tempo foi a Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra a partir de meados do século XVIII. Antes desse período, a maioria das pessoas vivia no campo ou em vilarejos. Trabalhavam em pequenos grupos e produziam, em pequena escala, aquilo de que precisavam — alimentos, roupas e objetos. Havia grandes cidades, porém, eram cidades comerciais e principalmente cidades capitais, ou seja, centros do poder político dos reinos. Os centros urbanos como grandes aglomerados de pessoas, muitas delas vivendo em condições precárias, apenas começaram a se multiplicar com o desenvolvimento das fábricas. No final do século XVIII, com a intensificação dos cercamentos dos campos, realizados por grandes proprietários, os camponeses perderam suas terras. Muitas delas, anteriormente desfrutadas por todos (terras comunais), foram declaradas de posse privada, e as pessoas que viviam no campo passaram a ser severamente punidas se plantassem, colhessem, caçassem ou mesmo recolhessem lenha nesses locais. Simultaneamente, a invenção das máquinas movidas a vapor trouxe enormes consequências sociais, entre as quais uma nova forma de organizar o trabalho: a atividade artesanal doméstica foi sendo progressivamente substituída pelo trabalho dentro das fábricas. Antes do surgimento das fábricas existiam as manufaturas, nas quais um número pequeno de trabalhadores executava suas atividades com o auxílio de ferramentas. Nesse tipo de unidade de produção já havia minuciosa divisão do trabalho, e cada trabalhador desenvolvia tarefas específicas. O escocês Adam Smith, o mais famoso economista do século XVIII, cunhou a expressão “divisão do trabalho”para descrever as inúmeras tarefas necessárias à produção de uma manufatura. Trecho de: Fábricas e Homens, de Edgar de Decca & Cristina Meneguello (1999)
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O texto aponta em diversos momentos descrições temporais. Dessas descrições, qual das apontadas, a seguir, faz uma alusão comparativa ao passado, antes da exposição de ideias:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

