Língua PortuguesaTempos verbais do indicativoFCC 2026
SESAPI
Questão de Língua Portuguesa
Em 1963, durante a exposição de pinturas rupestres de Lagoa Santa, Minas Gerais, no Museu Paulista da USP, Niéde recebe informações sobre a existência de pinturas semelhantes no Piaul, no sítio arqueológico de São Raimundo Nonato. Ela não tem oportunidade de conhecê-lo naquele momento. Em consequência do golpe militar de 1964, Niêde, para não ser presa, parte para o exílio na França. Após oito anos, consegue retornar ao Brasil e visitar o Piaul. “Não dava para ver o fundo daquele buraco, aberto na pedra. Por certo que há dezenas de milhares de anos ninguém entrava ali, se é que algum dia alguém tinha entrado. Ela se pendurou numa corda e desceu, desceu, desceu 120 metros. A primeira coisa que encontrou lá embaixo, na caverna, foi o esqueleto de um tigre de dentes de sabre de, no minimo, onze mil anos de idade. Subindo de volta, um enxame de abelhas que perturbava na descida a atacou, foram milhares de ferroadas. Não havia soro, ficou entre a vida e a morte; se resistisse a noite inteira, teria chances de sobreviver. Os companheiros de expedição não conseguiram dormir, até que às cinco da manhã ela abre os olhos e diz, animadinha: 'Vamos voltar lá agora!” É desta fibra que é feita Niêde Guidon. Por esse destemor a chamam de onça e até já se batizou uma aranha venenosa com seu nome. Além de abelhas, enfrentou outros “bichos” para, nos anos setenta, erquer e preservar um patrimônio do Brasil e da humanidade; o Parque Nacional da Serra da Capivara. Suas vitórias foram inúmeras. Hoje muitos arqueólogos que trabalham na região foram formados em projetos promovidos por ela em parceria com projetos implementados nas escolas básicas, e depois puderam formar-se nos cursos superiores de Arqueologia e de Ciências da Natureza trazidos para a cidade de São Raimundo Nonato. Pensando em desenvolver o turismo, foram trazidos ceramistas para capacitar a população local na produção de cerâmica artesanal, assim como foram financiados cursos para criar abelhas e produzir mel, oferecendo, para a população local, alternativas sustentáveis de renda, para que não mais precisassem explorar o parque. Quando não se falava em empoderamento das mulheres, Niêde não falava, mas praticava isso. Fez questão de que todas as guariteiras do Parque fossem mulheres. É o único Parque Nacional do Brasil em que somente mulheres recepcionam os turistas. A essas mulheres foi garantido sustento e proteção, inclusive contra violência doméstica. Diziam na cidade; “Não mexam com as mulheres da Dra. Niêde!"E lá todos sabiam que era valente como uma onça! (Adaptado de: AJZENBERG, Elza. “O legado de Niéde Guidon”, disponivel em https:/fjornal.usp.br, e de BIAL, Pedro. “Niêde Guidon", em Laboratório de Popularização da Ciência, UFES, disponivel em: https:/llob.ufes.br/)
Mantendo a correção e o sentido, o verbo sublinhado que pode ser flexionado tanto no singular como no plural encontra-se em:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


