Questões de Língua Portuguesa · Quadrix

Língua PortuguesaRadicais e afixos gregos e latinosQuadrix 2024

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Questão de Língua Portuguesa

Molécula extraída da peçonha de vespas é promessa para controle da epilepsia Testes em camundongos liderados por equipe da USP em Ribeirão Preto obtiveram composto capaz de bloquear ação de substâncias nocivas aos neurônios 1 Venenos e peçonhas podem parecer assustadores à primeira vista. Na natureza, os animais peçonhentos injetam toxinas capazes de alterar o 4 metabolismo de outro animal e até matá‑lo, mas também são considerados ferramentas valiosas para a ciência. É o que ocorre com a peçonha da espécie de vespa 7 social típica do Cerrado, conhecida popularmente como marimbondo‑estrela. Cientistas brasileiros descobriram na peçonha desse inseto uma substância com potencial 10 para tratar epilepsia e, ao mesmo tempo, proteger o cérebro: a occidentalina‑1202. O estudo, realizado com experimentos em 13 animais, foi conduzido pela pesquisadora Márcia Mortari nos laboratórios de biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) da USP, durante seu doutorado, 16 sob orientação do professor Wagner Ferreira dos Santos, do Departamento de Biologia da FFCLRP. Os resultados da pesquisa, publicados na Brain Communications, 19 mostram o composto isolado da peçonha da vespa como eficaz no tratamento de modelos agudos e crônicos de epilepsia, sem efeitos colaterais no comportamento 22 motor e cognitivo dos animais testados. Ao lado desses benefícios, observaram também atividade protetora sobre as células nervosas do cérebro. 25 Segundo o professor Santos, a occidentalina‑1202 consegue atravessar a barreira hematoencefálica (que protege o cérebro de substâncias 28 nocivas presentes no sangue), chegar ao cérebro e bloquear a ação do cainato, uma toxina que atinge os neurônios e é utilizada experimentalmente para induzir 31 crises epilépticas em animais, por meio dos receptores específicos para o glutamato (ou ácido glutâmico). O composto atua nesse sistema de receptores e protege 34 o cérebro da “excitotoxicidade”, que resulta na morte dos neurônios. “É isso que ocorre na epilepsia, como em outras 37 doenças agudas e crônicas do tecido nervoso”, afirma o professor ao informar que a occidentalina‑1202(s), então, é capaz de “bloquear a ligação do cainato nos seus 40 receptores, inibindo a continuação desta cascata lesiva, causando a neuroproteção.” Internet: <www.jornal.usp.br> (com adaptações).

O radical inicial de “neuroproteção” (linha 41) indica que seu sentido está ligado

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.