Questões de Língua Portuguesa · IPPEC

Língua PortuguesaMudanças do Novo Acordo na acentuaçãoIPPEC 2022

Pref Deodápolis

Questão de Língua Portuguesa

Ação coletiva e solidária Rosely Sayão www.uol.com.br, 12/04/2016

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

Na sala de professores de um colégio, na hora do intervalo, os mestres conversam sobre os alunos de uma turma. Na verdade, eles reclamam: os alunos são agitados, dispersos, não respeitam os prazos para a entrega dos trabalhos, não cumprem os deveres de casa, são desrespeitosos na convivência barulhenta que travam entre si e com os educadores. Um professor afirma que decidiu tomar providências extremas: conversou com o coordenador do turno e vai passar a enviar os alunos que considera os "cabeças" da desorganização da sala para uma conversa e, possivelmente, uma exemplar punição. Outro diz que decidiu apertar os alunos no conteúdo e endurecer nas provas. Uma professora, mais tranquila, informa que consegue ter a atenção deles e que, nos momentos de agitação, tenta acalmá-los com uma atividade diferente. Um colega reage com ironia e, assim que esta sai da sala, comenta que a aula dela é a mais barulhenta. Cada mestre busca uma saída para enfrentar o caos da sala de aula, mas cada um deles pensa e age solitariamente: nenhuma proposta de ação coletiva e solidária é considerada.

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

Uma outra cena, parecida em sua estrutura com essa primeira, ocorre diariamente nas ruas da cidade: num cruzamento em que o trânsito para por minutos, um grupo aproveita para assaltar carros. Os assaltantes têm tempo até para escolher as vítimas, e quase todos os que estão presos nos veículos sabem o que está para acontecer. Por alguns instantes, aqueles carros e seus condutores formam um grupo, mas, novamente, a resposta é individualizada: um assegura que as portas estão trancadas, outro se tranquiliza porque está num carro blindado e todos ficam impotentes, torcendo apenas para que o trânsito flua. Não passa pela cabeça de ninguém uma reação coletiva. Em tempos de individualismo, quem não pensa só em si pode se transformar em herói em raras situações, como foi o caso do professor que protegeu alunos no massacre em uma universidade dos Estados Unidos. Também um grupo de pais que conheço fez uma campanha pelo respeito às leis do trânsito nos arredores da escola dos filhos. Foram muito mal recebidos pelos pais que param em fila dupla e estacionam em local proibido. Cada um julga ter um bom motivo pessoal para agir assim. O problema é que, ao vivermos na lei do "cada um por si" deixamos de ter o sentimento de pertença, esquecemos que somos interdependentes e perdemos a noção de que buscar o bem comum resulta em benefícios para cada indivíduo.

"Num cruzamento em que o trânsito para por minutos, um grupo aproveita para assaltar carros. Os assaltantes têm tempo até para escolher as vítimas". Nestes dois períodos, Rosely Sayão usou dois casos de acentos diferenciais contemplados no Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: I- Foi abolido o acento diferencial na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar, que o diferenciava da preposição para. Agora se escreve: "O trânsito para por minutos" (Antes se escrevia: "O trânsito pára por minutos"). II- A 3ª pessoa do plural de ter e vir permanece com acento: "O assaltante tem tempo". "Os assaltantes têm tempo". Analise as seguintes afirmativas com relação aos acentos diferenciais abolidos ou mantidos, segundo o Novo Acordo Ortográfico, e assinale a alternativa INCORRETA.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.