Língua PortuguesaInterpretação de textosSMA-RJ (antiga FJG) 2005
Pref RJ
Questão de Língua Portuguesa
Texto 2 Nunca as condições foram tão favoráveis para a adoção em grande escala do gás natural como propulsor dos ônibus que circulam pelas grandes cidades brasileiras. Do ponto de vista ambiental, já eram conhecidas as vantagens desse combustível em relação ao diesel, que predomina entre os veículos pesados. Esses benefícios motivaram diversas experiências anteriores de ônibus a gás, que desde os anos 80 circulam em capitais brasileiras como São Paulo, Rio e Recife. No entanto, os ônibus a gás mostraram pouca competitividade econômica e operacional, quando comparados com os movidos a diesel. Agora, o cenário político e econômico é outro, bem mais favorável: as reservas brasileiras de gás simplesmente triplicaram em 2003 (hoje são 600 milhões de m3). Além disso, o Brasil firmou um acordo no qual se compromete a comprar parte da produção da Bolívia, aumentando ainda mais a oferta de gás no mercado interno. A disponibilidade do combustível, no entanto, não basta: a operação dos ônibus a diesel continua sendo mais econômica. Para contornar esse obstáculo, a Petrobras entrou em ação e, numa opção clara pelo meio ambiente, decidiu subsidiar o gás natural. “Nos próximos dez anos, as empresas de ônibus poderão adquirir o gás nas distribuidoras a um preço fixado em 55% do valor do diesel”, garante Paulo Barreiros, coordenador do Programa Tecnológico de Gás Natural (Progas) do Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes). Conforme o uso desse combustível comece a crescer, a fabricação de ônibus a gás em grande escala deve tratar de diminuir a diferença de preço que existe na sua produção, operação e manutenção. Outro estímulo para as empresas de ônibus adotarem o gás natural é a melhoria da rede de distribuição desse combustível no Brasil. A infra-estrutura de abastecimento evoluiu muito em relação aos anos 80, e isso pode facilitar a revenda dos ônibus a gás para a renovação da frota, o que nem sempre era fácil no passado. Aproveitando o cenário favorável, a Petrobras quer medir na ponta do lápis o desempenho de um ônibus movido a gás natural em comparação com ônibus a diesel, para melhor avaliar sua performance em condições reais de trânsito. (A hora e a vez do gás natural. Superinteressante. Abril de 2004, p. 10.)
Dentre as medidas tomadas para incentivar o uso do gás natural, o texto cita o seguinte:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
