Língua PortuguesaInterpretação de textosFEVRE 2008
Pref Volta Redonda
Questão de Língua Portuguesa
Página: 1 01- Você recebeu do fiscal o seguinte material: a) Este caderno com o enunciado das 50 (cinqüenta) questões objetivas divididas nas seguintes sessões: Questões Pontos Questões 1 a 10 1 11 a 20 Pontos Questões Pontos 1 21 a 50 1 entregue ao fiscal no final. esferográfica de tinta na cor preta ou azul. poderá ser substituída caso esteja danificada em suas margens superior ou inferior – BARRA DE acima da questão de cada bloco de respostas. 07- Para cada uma das questões objetivas são apresentadas 5 alternativas classificadas com as letras (A), (B), (C), (D) e (E); só uma responde adequadamente ao quesito proposto. Você só deve assinalar UMA RESPOSTA. A marcação de nenhuma ou de mais de uma alternativa anula a questão, MESMO QUE UMA DAS RESPOSTAS SEJA A CORRETA. invadir os limites dos retângulos ao lado. 09- SERÁ ELIMINADO do Concurso o candidato que: a) Se utilizar, durante a realização das provas, de máquinas, relógios e/ou aparelhos de calcular, bem como rádios gravadores, fones de ouvido, telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espécie; b) Se ausentar da sala em que se realizam as provas levando consigo o Caderno de Questões e/ou a Folha de Respostas. PRESENÇA. 12- O TEMPO DE DURAÇÃO DA PROVA É DE 3 (TRÊS) HORAS. Página: 2 Página: 3 Ruy Castro RIO DE JANEIRO - Os ricos não gostam de pegar em dinheiro. Por isso inventaram o talão de cheques e o cartão de crédito, sem falar no seu velho e respeitável substituto, o calote. Homens como Onassis, J. Paul Getty e Antenor Patino, que eram podres de ricos, passavam anos sem tocar numa cédula. Seus acompanhantes pagavam tudo por eles, à vista ou com cartão. E ai de quem não prestasse contas direito. Nossos governantes e ministros também não gostam de pegar em dinheiro. Nem precisam. Seus assistentes, motoristas ou aspones encarregam-se das despesas, com os cartões corporativos que recebem juntamente com a carteira funcional, as chaves do carro e o terno preto. A diferença está na prestação de contas. Onassis, Getty e Patino eram rigorosos ao conferi-las, porque, afinal, tratava-se do dinheiro deles. Já nossos mandantes, liberais com o dinheiro público e eufóricos com o "nouveau-richisme" de seus cargos, não parecem ter muita paciência para conferir números. É essa liberalidade que explica seus gastos com mesas de sinuca, lojas de enxoval, piscinas, colchões, flores, vinhos, bombons, carnes importadas para churrascos e outros itens do Carnaval governamental — com todo respeito pelo Carnaval. No Japão, a compra indevida de uma tapioca (R$ 8,30) com o cartão corporativo faria o responsável atirar-se do 65° andar em sinal de vergonha. Aqui, basta devolver o dinheiro para que a nódoa ética seja considerada apagada. Mas o grande cartão corporativo é o que o governo passou para si mesmo ao criar exóticas "secretarias especiais", como a da Aqüicultura e Pesca, a de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, a de Políticas para as Mulheres, a de Planejamento de Longo Prazo etc. Todas com peso e despesas de ministério, e tão deslumbradas quanto. (Folha de São Paulo, 09 de fevereiro de 2008) Página: 4 ( Folha de São Paulo, 09 de fevereiro de 2008) Daniel Bergamasco de Nova York Adriana Küchler de Bueno Aires Entre kits artesanal de fabricação de cerveja, TVs de plasma, próteses de silicone e clubes de strip-tease, os Estados Unidos têm assistido ao mau uso de cartões de crédito corporativos. Mas, sob vigilância crescente de órgãos de transparência e congressistas, as punições vão de multa a cadeia. Um funcionário do Exército, condenado a oito meses de prisão, teve de devolver os US$ 61 mil gastos com seu cartão em compras como aparelhos de áudio e vídeo. O nome não foi revelado. Em 2004, Peter Sylver, do alto escalão do condado de Nassau, no Estado de Nova York, foi a júri acusado de gastar US$ 4.700 de seu cartão para fins pessoais e também de assediar sexualmente uma funcionária. Por ter confessado os dois crimes, foi condenado só pelo assédio, a três anos em liberdade condicional. Página: 5 Russell Harding, alto funcionário da Prefeitura de Nova York durante a gestão de Rudolph Giuliani, também foi levado a júri por pagar despesas em resorts com o cartão e comprar presentes para os amigos. Auditorias nas faturas de cartões de funcionários da Marinha, em 2002, e do Departamento de Segurança Interna, em 2006, mostraram abusos. Os funcionários têm a liberdade de usar o cartão para comprar itens que julgarem necessários para executar melhor a função. Mas um funcionário da guarda costeira comprou um kit de fabricação artesanal de cerveja por US$ 227. Por US$ 7 mil, iPods foram adquiridos por agentes de serviço secreto. De empregados da Marinha, vieram gastos com roupas, cassinos, bares e clubes de strip-tease. Um deles pagou o silicone de uma garçonete. Nos EUA, o limite do cartão varia de acordo com órgão e a função, mas pode passar dos US$ 100 mil anuais. A extensa agenda de viagens da presidente Cristina Kirchner em 2007 gerou suspeitas sobre o mau uso do dinheiro público e virou objeto de investigação de ONGs e jornalistas. A revista "Noticias" calculou em setembro que uma viagem oficial à Alemanha e à Áustria da então candidata à presidência teria custado ao menos 840 mil pesos (cerca de R$ 470 mil). Cristina foi criticada por suas viagens dispendiosas. A cada viagem da então primeira-dama, o ex-presidente Néstor Kirchner emitiu decretos determinando que o Ministério das Relações Exteriores deveria assumir os custos. O valor de todas as visitas de Cristina ao exterior foi estimado em mais de US$ 4,8 milhões. Só existem estimativas porque, afirma a revista argentina, os gastos com viagens são "inacessíveis" e se transformaram em "segredo de estado". (Folha de São Paulo, 10 de fevereiro de 2008) Página: 6 ♦ Língua Portuguesa ♦
Os textos que compõem esta prova possuem um tema comum. Tendo isso em mente, marque dentre as alternativas abaixo aquela que melhor explicita o assunto de que tratam os três textos:
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- Fronte Concursos e Projetos 2026Ao abordar a consolidação da memória, o texto estabelece uma relação de dependência entre o intelecto e a emoção, sugerindo que:
Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
