Questões de Língua Portuguesa · Legalle

Língua PortuguesaSujeito e tipos de sujeitoLegalle 2026

BADESUL

Questão de Língua Portuguesa

Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil Neste 21 de marÇo, Dia Internacional contra a Discriminação Racial, olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social. Como resume o economista t\zlário Theodoro ex-pesquisador do Instituto - de Pesquisa Econômica Aplicada flpea) e uma das principais referências no tema " a pobreza, a miséria e, principalmente, -, a desigualdade são fenômenos que remontam à propria criação do Brasil e têm raízes na questão racial". Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas a públicas, desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico - infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados. Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constroi todos os dias. O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva o índice de Theil (medida - estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado. Mas há camadas que resistem. Entre 11o/o e 127o da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo elas - se reconfiguram. Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens chegam brancos a investir em saúde ate 150% do que é gasto por famílias Em um negras. mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes. E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam - elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se errtrelaçam e se reíorçam mutuamente. Há ainda um outro desaÍio, rnais silencioso: o de medir a desigualdade. O estudo Avanços entre desaÍios: uma análise da evolução da qualidade das informaçÕes de raça/cor na Rais e no Novo Caged aponta melhorias importantes na qualidade dos registros, como a redução de informações ignoradas ao longo do tempo. Mas revela também que os dados ainda carregam distorçoes. Bases administrativas seguem apresentando sobrerrepresentação de pessoas brancas e subrepresentação de pessoas pretas quando comparadas a outras fontes, como a PNAD Contínua. Em anos recentes, essa diferença ultrapassou três pontos percentuais e já - foi ainda maior. São pequenas distâncias nos números, mas grandes no que elas significam. Porque medir mal é, muitas vezes, enxergar menos. E enxergar menos é também limitar a capacidade de agir. Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo. Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetorias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistêncla que torna o desafio mais complexo e mais urgente - Fonte: https://www.i pea. g ov.brlpo rtal/ calegorias/ 45 -todas-asnoticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial seguemoldando-o-brasil (adaptado).

08. A relação entre letras e sons nem sempre ocorre Questão de forma direta na língua porluguesa, razão pela qual a análise de fonemas e dígrafos exige observar a realização sonora efetiva de cada vocábulo. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa INCORRETA. (A) exemplo apresenta 7 letras e 7 fonemas. .l (B) profundidade apresenta 11 fonemas e dígrafo. (c) expressiva apresenta 10 letras, 9 fonemas e 1 dígrafo. (D) chefiadas apresenta 1 dígrafo consonantal e 8 fonemas. (E) atravessa apresenta B Íonemas e 1 dígrafo consonantal.

Os sujeitos das oraçÕes poderr apresentar diferentes classificações, conforme a forma corro o termo a que o verbo se refere se manifesta na estrutura sintática. Entre os tipos mais recorrentes, estão o sujeito simples; o sujeito composto; o sujeito oculto; o su.jeito indeterminado; e a oração sem sujeito. Assim, no trecho a pobreza, a miséria e, principalmente, a desigualdade são fenômenos que remontam à própria criação do Brasil, o sujeito da forma verbal são classiÍica-se como.

Sua resposta

Mais questões de Sujeito e tipos de sujeito

Ver as 4.326 questões de Sujeito e tipos de sujeito

Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.