Língua PortuguesaCoerência textualCebraspe 2009
PM DF
Questão de Língua Portuguesa
O desenvolvimento das ideias do texto permite substituir “no que” (R.3) por naquilo que, sem que se prejudique a coerência textual ou se desrespeite as normas gramaticais. De acordo com a argumentação do texto, estão certos os que defendem que o “mundo hoje está pior” (R.4), pois o “progresso futuro” (R.18) depende deles. Na linha 5, o pronome de terceira pessoa em “compará-lo” e em “o de” retoma, no desenvolvimento das ideias, “O mundo” (R.4). A substituição do verbo impessoal haver, na sua forma flexionada “houve” (R.5), pelo verbo pessoal existir exige que se faça a concordância verbal com “liberdade” (R.6) e “crescimento” (R.6), de modo que, fazendo-se a substituição, deve-se escrever existiram. As relações entre os argumentos do texto mostram que a oração iniciada por “Nos conflitos” (R.7) fornece uma justificativa, uma razão para o que se afirma na oração anterior; por isso, seria correto e coerente ligá-las em um só período pela conjunção pois, do seguinte modo: Entre elas já não há guerras, pois, nos conflitos recentes, pelo menos um lado é ditatorial. Na linha 9, a flexão de plural na forma verbal “eram” deve-se à concordância com “os pregos”; mas as regras gramaticais permitiriam usar também a flexão de singular, era. O desenvolvimento das ideias do texto mostra que a flexão de plural em “lhes” (R.17) deve-se ao fato de que esse pronome está substituindo “avanços” (R.16). Admissão ao Curso de Formação de Soldado (CFSDPM) do Quadro de Praças Policiais Militares Combatentes da PMDF (QPPMC) – 1 – 1 A linguagem publicitária que se estabeleceu como norma competente, sobretudo a partir dos anos cinquenta, caprichosamente não procurou dar primazia às competências funcionais dos produtos, bens e 4 serviços anunciados, e sim enfatizar as supostas propriedades simbólicas, mágicas, verdadeiros fetiches 7 ilusionistas. As mensagens publicitárias passaram a buscar especialmente construir atmosferas fantasiosas, de modo a prevalecer sobre a face material das coisas 10 um substrato onírico, sonho fabricado. Engana-se, no entanto, quem acredita que os truques simbólicos da publicidade funcionam apenas 13 para o consumo. Mensagens diretamente voltadas para o exercício da cidadania não raro recorrem a esse segundo plano semiológico das mensagens. Publicidade 16 por si só, no entanto, não muda conduta. As campanhas publicitárias representam uma forma de atingir milhões de pessoas, mas serão inócuas se não forem acompanhadas de ações cotidianas e duradouras de 19 mobilização social. Realidade ou fantasia segundo a publicidade. In: Discutindo a língua portuguesa, ano 2, n.º 14, p. 39 (com adaptações).
Com relação ao texto apresentado acima, julgue os itens a seguir. A dupla possibilidade de complementos para o verbo enganar, com pronome reflexivo ou não, mantém o texto correto e coerente se o pronome for retirado de “Engana-se” (R.11).
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


