Língua PortuguesaEmprego do hífenInstituto ACCESS 2026
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Questão de Língua Portuguesa
Cegueira por desatenção: por que às vezes você não vê o que está diante dos olhos Muitas pessoas vão reconhecer essa situação tão comum. Alguém insiste que um objeto simplesmente não está ali, que é impossível de encontrá-lo, apesar de dizer que fez uma busca minuciosa e eficaz. Outra pessoa chega, dá uma olhada rápida no mesmo lugar e encontra o objeto quase de imediato. "Está bem debaixo do seu nariz!" Essa situação frustrante (para os dois envolvidos) revela algo fundamental sobre como o cérebro funciona. Encontrar objetos em ambientes do nosso dia a dia depende de um processo chamado busca visual, e nosso cérebro não é tão eficiente nisso. Mesmo quando algo está à nossa frente, o cérebro pode não perceber que ele está ali. Em outras palavras, olhamos, mas não vemos. À primeira vista, procurar algo parece simples. Olhamos uma superfície — a bancada da cozinha, a mesa de trabalho, a gaveta de "tudo" — até encontrar o objeto. Mas o cérebro não consegue analisar todos os elementos de uma cena ao mesmo tempo. Por isso, se baseia na atenção, seleciona algumas características e deixa o restante de lado. Os psicólogos costumam descrever a atenção como um holofote que percorre o campo visual. Onde ele se concentra, a informação é processada em detalhes. O que fica fora dele recebe muito menos atenção. Existe uma razão anatômica para o olhar se mover o tempo todo. O centro da retina — a fóvea — concentra a visão mais nítida. Mas ocupa apenas uma pequena parte do campo visual, do tamanho aproximado da unha do polegar e na distância do braço estendido. Para enxergar bem uma cena, os olhos precisam se mover repetidamente, levando diferentes partes do ambiente a essa pequena área de alta resolução. Esses movimentos são movimentos sacádicos, também conhecidos como "sacadas", e acontecem o tempo todo. Mesmo quando achamos que estamos olhando fixamente para algo, os olhos se movem discretamente de um ponto a outro. Na maioria das vezes, esse sistema funciona muito bem. Ele permite que a gente se oriente em ambientes visuais complexos sem ficar sobrecarregado de informação. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c74rlpw24ljo-fragmento
"Encontrar objetos em ambientes do nosso dia a dia depende de um processo chamado busca visual, e nosso cérebro não é tão eficiente nisso." O emprego do hífen em locuções, como 'dia a dia', foi, na maioria dos casos, abolido. No entanto, há exceções à regra, e algumas expressões devem ser grafadas com hífen. Com base nisso, complete as lacunas a seguir com a forma correta dessas expressões. Acordou tarde, sem alarme, sem rotina, sem plano. O foi improvisado — pão dormido e uma fatia de queijo que já estava pedindo aposentadoria. Comeu de pé, encostado na pia, olhando pela janela o céu que amanhecera , daquele rosa suave de quem não sabe bem se ainda é noite ou já é dia. O latiu uma vez, duas, depois se calou — talvez tivesse percebido que o dono também estava sem disposição para vigilância. Naquele domingo, decidiu que viveria . Sem compromisso, sem lista, sem culpa.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.



