HistóriaTeoria da história e historiografiaInstituto AVALIA 2026
IBGE
Questão de História
Nas Ciências Sociais, as análises superestruturais dedicadas ao exame das dinâmicas de poder redefinem a compreensão clássica do Estado tradicional; dentre elas, destaca-se a formulação conceitual denominada “Estado ampliado”. Superando visões puramente jurídicas ou restritas ao monopólio da violência física, o fenômeno estatal é apreendido como um complexo sistema de equilíbrio entre a sociedade política (aparelho de coerção) e a sociedade civil (aparelho de hegemonia), no qual os blocos históricos articulam direção intelectual, moral e consensos organizados. A partir dessa perspectiva teórica que investiga as relações políticas de força e as articulações nas superestruturas, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. I. O livre-câmbio e o sindicalismo teórico (economicismo) compõem a expressão máxima de maturidade política das classes subalternas, visto que a separação orgânica entre o econômico e o político é indispensável para que o grupo subordinado atinja a fase de hegemonia ético-política no Estado. II. No âmbito das relações de força estruturadas por essa matriz teórica, o momento político-militar representa o estágio superior de organização e consciência de um grupo social, caracterizando-se pela capacidade tática de combinar a preparação bélica estrita e a direção política das massas para desafiar diretamente o poder coercitivo do Estado hegemônico. III. A instituição jurídica formal do direito é o aspecto repressivo e negativo da atividade positiva de educação cívica desenvolvida pelo Estado, funcionando como um instrumento normativo para adequar os costumes e a moralidade das massas às exigências do aparelho produtivo. IV. Sob essa perspectiva analítica, o exercício normal da hegemonia nas democracias modernas caracteriza-se pela combinação dinâmica entre força e consenso, de modo que o emprego da coerção seja respaldado pelo consentimento organizado de instâncias da sociedade civil. V. O centralismo democrático degenera-se em um centralismo burocrático quando ocorre o engessamento dogmático do partido político; nesse processo, o distanciamento da liderança em relação às demandas e aos movimentos reais da base operária anula a flexibilidade tática necessária para a construção da hegemonia e a transformação das estruturas estatais.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.