Língua PortuguesaCrônica e contoEDUCA PB 2024
Pref Alhandra
Questão de Língua Portuguesa
CARGO CIÊNCIAS 1. Você receberá do fiscal: um CADERNO DE QUESTÕESe um CARTÃO DE RESPOSTAS personalizado. 2. Confira se o CADERNO DE QUESTÕES e CARTÃO DE RESPOSTAS estãoão de acordo com o que você se inscreveu, caso contrário, comunique tal fato imediatamente ao Fiscal de Sala, pois não serão aceitas reclamações posteriores. 3. Verifique se a impressão, a paginação e a numeração das questões estão corretas. Caso observe qualquer erro, notifique o Fiscal. adequadamente a responde. 6. O candidato deverá permanecer obrigatoriamente em sala por, no mínimo, uma hora após o início das provas. devidamente assinado. 8. Observe as seguintes recomendações relativas ao CARTÃO DE RESPOSTASCARTÃO DE RESPOSTAS: 9. O CARTÃO DE RESPOSTAS não deve ser dobrado, amassado, rasurado, manchado ou conter qualquer registro fora dos locais destinados às respostas. 10. A maneira correta de assinalar a alternativa no CARTÃO DE RESPOSTAS é cobrir fortemente, com caneta esferográfica preta ou azul, o espaço a ela correspondente, conforme o exemplo a seguir: D E 11. A leitora óptica NÃO registrará questões sem marcação, marcação pouco nítida ou com mais de CONCURSO PÚBLICOuma alternativa assinalada. 12. Você dispõe de 03(três) horas para fazer esta prova e marcar ohoras para fazer esta prova e marcar o CARTÃO DE RESPOSTASCARTÃO DE RESPOSTAS. 13. Nenhum candidato poderá retirar-se da sala antes de decorrida 01(uma) hora do seu início. 14. Não será permitida a utilização de aparelho celular, qualquer espécie de consulta, nem o uso de máquina calculadora. 15. Os dois últimos candidatos da mesma sala só poderão ser liberados juntos. 16. A Folha Resposta abaixo não tem caráter legal, objetiva apenas a conferência do Gabarito do Candidato. ......................................................................................................................................................... 1 2
Leia o texto a seguir para responder as questões 01, 02 e 03. O homem do mediterrâneo (Rubem Braga) Uma tarde, em algum lugar da Grécia. Curvada para o chão, a velha recolhe as azeitonas e as joga dentro de um cesto. Talvez não seja muito velha, e a fadiga do trabalho a faça parecer menor e mais lenta. Com uma longa vara, o homem de cabelos grisalhos bate os galhos da oliveira. Um burrisco, ali perto, espera a hora de escurecer, de sentir um peso nas costas e marchar lentamente de volta à casa: o homem lhe dará a ordem numa só palavra resmungada. Talvez em português, talvez em italiano, talvez em grego. Muda pouco a paisagem, mudam pouco as rugas do camponês, as oliveiras têm esse mesmo verde prateado, desfalecido, seja o pé de um convento manuelino, de um arco romano, de umas colunas dóricas abandonadas na planura. Novembro começa: e lentamente, como se o fizessem apenas nas horas de lazer, homens e mulheres começam a colher olivas, apenas de uma árvore ou outra, como na abertura de um rito. Sento-me no chão, à sombra de uma oliveira: o sol se faz subitamente muito claro, quase quente. Eu podia tirar uma fotografia, mas sou um mau turista: fico ali sentado no chão, analfabeto, animal; no chão, à sombra de uma oliveira: o sol se faz subitamente muito claro, quase quente. Eu podia tirar uma fotografia, mas sou um mau turista: fico ali sentado no chão, analfabeto, animal; pensando que eu poderia ser, com esta mesma cara, aquele homem de cabelos grisalhos; e aquela mulher que se curva para a terra, de pano na cabeça, poderia ser minha mulher; e eu poderia estar repetindo lentamente, na mesma faina de sempre, o mesmo gesto do meu avô, meu bisavô, na mesma terra, junto, quem sabe, à mesma oliveira secular. Sinto que sou um europeu do Mediterrâneo, me reencarno na rude pele de qualquer antepassado. Se eu ficasse louco neste momento, e perdesse a memória, talvez acabasse a vida nesta aldeia; e, como seria um louco manso, talvez me admitissem lentamente a cuidar da terra, a pastorear as ovelhas, a limpar os vinhedos, a colher azeitonas. Dar-meiam algum monte de feno onde dormir, ao abrigo do tempo; e, ao cabo, talvez me estimassem, sentindo em mim um dos seus. Como o Brasil está longe, além dos mares, das gerações! (Mas, mesmo na minha loucura mansa, perdida toda a memória, talvez eu guardasse um certo nome de mulher – e o repetisse baixinho, comigo mesmo, quando, perante um desses mármores lavados pelas chuvas, dourados violenta vontade de chorar.) Disponível em:https://contobrasileiro.com.br/o-homem-domediterraneo-cronica-de-rubem-braga/
No texto de Rubem Braga, há uma narrativa memorialista em que o narrador conduz o leitor a uma descrição sobre a vida e o viver: pontos de vista, expectativas e conclusões. Por se tratar de uma crônica, há a presença de: Assinale a alternativa CORRETA:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

