Questões de Geografia e Geoprocessamento · COSEAC UFF

Geografia e GeoprocessamentoSetores da economia e comércio exteriorCOSEAC UFF 2014

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Questão de Geografia e Geoprocessamento

51 “O termo „região‟ não apenas faz parte do linguajar do homem comum, como também é dos mais tradicionais em geografia. (...) A utilização do termo entre os geógrafos, no entanto, não se faz de modo harmônico: ele é muito complexo. Queremos dizer que há diferentes conceituações de região. Cada uma delas tem um significado próprio e se insere dentro de uma das correntes do pensamento geográfico.” (CORRÊA, R. L. Região e organização espacial. São Paulo: Editora Ática, 1986, p. 22.) A corrente do pensamento geográfico e o nome atribuído à região que abrange uma paisagem e sua extensão territorial, onde se entrelaçam, de modo harmonioso, componentes humanos e natureza são, respectivamente: (A) Determinismo Ambiental e Região Natural. (B) Possibilismo e Região Geográfica. (C) Nova Geografia e Região Complexa. (D) Positivismo e Região Funcional. (E) Geografia Crítica e Região Combinada. 52 “Vivemos em um mundo confuso e confusamente percebido. Haveria nisto um paradoxo pedindo uma explicação? De um lado, é abusivamente mencionado o extraordinário progresso das ciências e das técnicas, das quais um dos frutos são os novos materiais artificiais que autorizam a precisão e a intencionalidade. De outro lado, há, também, referência obrigatória à aceleração contemporânea e todas as vertigens que cria, a começar pela própria velocidade. Todos esses, porém, são dados de um mundo físico fabricado pelo homem, cuja utilização, aliás, permite que o mundo se torne confuso e confusamente percebido. (SANTOS, M. Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2002, p.17.) O autor, ao afirmar que “vivemos num mundo confuso e confusamente percebido”, expressa que existem equívocos sobre o processo de globalização sendo 12 difundidos, o que leva a uma continuidade de análises distorcidas. Um dos exemplos desses equívocos que são repetidos, segundo o autor, é a ideia de: (A) um estado fortalecido para atender aos reclamos da finança e de outros grandes interesses internacionais, em detrimento dos cuidados com as populações. (B) uma perversidade sistêmica que está na raiz dessa evolução negativa da humanidade, relacionada com a adesão aos comportamentos competitivos atuais que caracterizam as ações hegemônicas. (C) um mercado avassalador dito global, representado como capaz de homogeneizar o planeta, na busca de uma uniformidade, a serviço dos atores hegemônicos. (D) uma população aglomerada em áreas cada vez menores, o que permite um ainda maior dinamismo àquela mistura entre pessoas e filosofias. (E) uma tendência e vocação às mais diversas combinações de vetores e formas de mundialização, uma vez que em nenhum lugar houve uma completa internacionalização. 53 “Truculência policial no Rio de Janeiro. O dia 20 de junho de 2013, no Rio de Janeiro, talvez tenha marcado o auge das manifestações de rua que tomaram o País. Divulgou-se que 1,4 milhão de pessoas saíram às ruas. (...) Foi nesta cidade, no entanto, que se viu o que teria sido o maior episódio recente de repressão policial a manifestações democráticas. (...) Quatro dias depois, o cenário foi mais triste. Ao reprimir o que seria um pequeno arrastão na Avenida Brasil, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) viu ser assassinado o sargento Ednélson Jerônimo dos Santos. Foi então que os policiais entraram na favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, iniciando uma noite de horror, como foi descrito pela comunidade. Na operação, morreram de nove a 13 pessoas – até as diferenças na contagem revela o pouco valor que se dá à vida nas favelas. O Bope é famoso pelos seus cânticos de apologia à morte. Em um deles, diz: „Homem de preto, qual é sua missão? É invadir favela, e deixar corpo no chão‟.” (Fonte: http://www.carosamigos.com.br/index.php/cultura/carnaval- 2013/227-revista/edicao-197/3451-tiros-e-borrachadas) A reportagem acima mostra quais têm sido as respostas do Estado e das classes dominantes a esse quadro de insatisfação presente nas manifestações por todo o país. Essa situação revela: (A) que o fortalecimento da autoridade e da legitimidade do Estado, através da ação policial, mesmo de forma violenta, leva a uma compreensão e aceitação de sua função pela sociedade em geral. (B) como o aumento do uso da violência estatal para reprimir a violência urbana aumenta a legitimação do Estado aos olhos dos desprotegidos, segregados e estigmatizados socialmente. (C) como o “clima social” tende a proliferar as bases do exercício da democracia, aproximando-nos mais ainda da concretização do nosso direito à cidade, apesar das dificuldades do direito de se manifestar. (D) que a questão social permanece sendo tratada no Brasil como um caso de polícia, na falta de medidas profiláticas de largo alcance que eliminem as raízes da violência e da “desordem metropolitana” em geral. (E) que o aumento do uso da violência estatal para reprimir a violência urbana que se dissemina e intensifica parece vir na esteira do crescente poder e autoritarismo e do exercício do Estado. 54 Em sintonia com as recentes mudanças no cenário nacional e internacional, em que o Estado deixa de ser o provedor absoluto de bens e serviços públicos e o responsável único pela promoção do desenvolvimento econômico e social, passando a adotar estratégias de descentralização, novos atores e arranjos institucionais começam a participar do processo de desenho e implementação de políticas públicas. Nesse contexto, foram criadas as Regiões Integradas de Desenvolvimento – RIDES, como mais uma forma de construção de redes de cooperação. (Adaptado de: http://www.integracao.gov.br/web/guest/regioes _integradas_rides) As Regiões Integradas de Desenvolvimento também são regiões metropolitanas que têm como diferencial: (A) abranger um conjunto de cidades que extrapolam os limites político-administrativos das unidades da federação. (B) possuir um conselho deliberativo composto por cinco representantes nomeados pelo governo estadual. (C) agrupar um conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente à metrópole de seus respectivos estados. (D) apresentar uma conurbação parcial entre cidades que, apesar de fortemente articuladas, ainda não se integraram espacialmente. (E) restringir seu planejamento e proposta desenvolvimentista às áreas urbanas dos municípios das regiões metropolitanas. 13

A economia brasileira fechou 2012 com um crescimento de 0,9 %, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 1º de março de 2013. O resultado – que ficou muito longe dos 4 % esperados pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, no final de 2011, apesar das várias medidas de estímulo anunciadas ao longo do ano – foi o pior desde 2009, quando o Produto Interno Bruto (PIB) havia registrado recuo de 0,3 %. No ano, o desempenho foi puxado, pelo lado da oferta, pelo setor A, que avançou 1,7 %, contra quedas de 2,3 % no setor B e de 0,8 % no setor C. Fonte: http://br.advfn.com/indicadores/pib/brasil)

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

Os setores abordados na reportagem e no gráfico, denominados A, B e C são, respectivamente:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.