Questões de Língua Portuguesa · FCC

Língua PortuguesaPolifonia e citação de vozes no textoFCC 2006

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Questão de Língua Portuguesa

Concurso Público para provimento de vagas de Escriturário Seleção Externa 2006/001 - Distrito Federal Caderno de Prova, Cargo A01 , Tipo 001 0000000000000000 00001−001−001 Nº de Inscrição MODELO - Verifique se este caderno: - contém 80 questões, numeradas de 1 a 80. Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno. Não serão aceitas reclamações posteriores. - Para cada questão existe apenas UMAresposta certa. - Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa. - Essa resposta deve ser marcada na FOLHADE RESPOSTAS que você recebeu. - procurar, na FOLHADE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo. - verificar no caderno de prova qual a letra (A,B,C,D,E) da resposta que você escolheu. - marcar essa letra na FOLHADE RESPOSTAS, conforme o exemplo: A C D E ATENÇÃO - Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta. - Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. - Responda a todas as questões. Abril/2006 MODELO − Caderno de Prova, Cargo A01 , Tipo 001 23/03/06 - 14:35 Atenção: As questões de números 1 a 8 referem-se ao texto abaixo. “O folhetim é frutinha de nosso tempo”, disse Machado de Assis numa de suas deliciosas crônicas. E volta ao assunto na crônica seguinte. “O folhetinista é originário da França [...] De lá espalhouse pelo mundo, ou pelo menos por onde maiores proporções tomava o grande veículo do espírito moderno; falo do jornal.” E Machado tenta “definir a nova entidade literária”, procura esmiuçar a “organização do novo animal”. Mas dessa nova entidade só vai circunscrever a variedade que se aproxima do que hoje chamaríamos crônica. E como na verdade a palavra folhetim designa muitas coisas, e, efetivamente, nasceu na França, há que ir ver o que o termo recobre lá na matriz. De início, ou seja, começos do século XIX, “le feuilleton” designa um lugar preciso do jornal: “o rez-de-chaussée” − résdo-chão, rodapé −, geralmente o da primeira página. Tinha uma finalidade precisa: era um espaço vazio destinado ao entretenimento. E pode-se já antecipar, dizendo que tudo o que haverá de constituir a matéria e o modo da crônica à brasileira já é, desde a origem, a vocação primeira desse espaço geográfico do jornal, deliberadamente frívolo, oferecido como chamariz aos leitores afugentados pela modorra cinza a que obrigava a forte censura napoleônica. (“Se eu soltasse as rédeas da imprensa”, explicava Napoleão ao célebre Fouché, seu chefe de polícia, “não ficaria três meses no poder.”) (MEYER, Marlyse, Folhetim: uma história. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, p. 57)

No fragmento acima,

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.